Nasdaq bate recorde e confirma mercado de alta com esperanças de recuperação econômica

(Reuters) - O Nasdaq bateu um recorde de fechamento nesta segunda-feira, confirmando um mercado de alta que iniciou-se em 23 de março, e o Dow Jones e o S&P 500 avançaram à medida que cresciam as expectativas por uma rápida recuperação em decorrência de uma desaceleração causada pelo coronavírus.
O S&P 500 encerrou em território positivo no acumulado do ano.
O movimento de alta das ações de tecnologia e de comunicação gerou ganhos ao Nasdaq, que confirmou um novo mercado de alta apenas 16 semanas depois que os receios ao coronavírus atingiram em cheio as ações e encaminharam a economia norte-americana para uma recessão.
O Nasdaq avançou 44,7% em relação à mínima de 23 de março. Geralmente, um mercado é considerado de alta (bull market) quando há uma valorização superior a 20% em relação ao pico mais baixo do ciclo anterior.
O relatório mensal da criação de empregos dos EUA mostrou na sexta-feira uma queda inesperada na taxa de desemprego, impulsionando a visão de que o pior dos danos econômicos causados pelo surto do vírus havia terminado.
"É o otimismo em torno da reabertura da economia global e a provável confirmação de que a economia dos EUA experimentará uma recuperação em forma de 'V' no segundo semestre", disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research, em Nova York.
As ações aumentaram os ganhos ao fim da sessão, depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) flexibilizou os termos do seu programa de empréstimos "Main Street".
O setor de energia foi o que mais se valorizou entre os 11 principais setores do S&P, tendo alta de 4,3%, uma vez que os principais produtores de petróleo concordaram, no fim de semana, em estender um acordo sobre cortes recordes de produção.
O Dow Jones valorizou 1,7%, para 27.572,44 pontos, o S&P 500 teve alta de 1,20%, para 3.232,39 pontos e o Nasdaq avançou 1,13%, para 9.924,75 pontos.
Os investidores também irão se concentrar, nesta semana, na reunião de política monetária de dois dias do Fed, que encerra-se na quarta-feira, onde o relatório de empregos provavelmente será debatido.
Será a primeira reunião desde abril, quando o chair do Fed, Jerome Powell, afirmou que a economia dos EUA poderia sentir o peso da paralisação econômica por mais de um ano.
Bolsas de NY fecham em alta ante otimismo com retomada e Nasdaq registra recorde

O índice Dow Jones encerrou em alta de 1,70%, a 27.572,44 pontos, o S&P 500 avançou 1,20%, a 3.232,39 pontos, e o Nasdaq subiu 1,13%, a 9.924,74 pontos.
O otimismo com a reabertura continuou a dar o tom hoje. A Oxford Economics nota, em relatório sobre o quadro global, que após números muito negativos em março e abril surgiram evidências de reação em maio. Na sexta-feira, o relatório de empregos (payroll) do mês passado surpreendeu analistas e reforçou essas esperanças. A consultoria diz que é uma questão mais importante agora "a velocidade e o momento da recuperação" e, para ela, os dados mais recentes indicam que o pior já passou, mas também que "é muito cedo para comemorar".
Nas bolsas de Nova York, os sinais da economia e a perspectiva de que o Fed continue a apoiar o quadro apoiaram a tomada de risco. Pela manhã, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse estar "100% seguro" de que haverá um novo pacote de estímulos fiscais nos EUA. A porta-voz do presidente Donald Trump corroborou que ele pode avalizar mais uma rodada de estímulos à economia e também notou que a reabertura até agora "tem ocorrido em segurança". Nesse quadro, o Nasdaq se destacou, com novo recorde de fechamento, o primeiro desde fevereiro. A ação da Apple subiu 0,59%, Microsoft avançou 0,62% e Facebook, 0,27%, mas Intel recuou 1,04%.
Entre outras ações importantes, Boeing fechou em alta de 12,20%, novamente apoiando o Dow Jones. Em junho, o papel da empresa sobe 59,42%, mas no ano ainda recua 28,82%. Entre os bancos, Citigroup subiu 4,04% hoje, Bank of America ganhou 1,53% e Goldman Sachs, 1,33%. Caterpillar subiu 1,92%.
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