BNDES amplia para Estados e municípios programa de suspensão de dívidas

Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O BNDES decidiu estender para Estados e municípios o programa de suspensão dívidas com o banco até o fim do ano, disse nessa segunda feira o presidente da instituição, Gustavo Montezano.
Os empréstimos do banco aos Estados somam quase 4 bilhões de reais e tanto o principal quanto os juros a serem pagos foram suspensos até o fim do ano.
"Existem Estados com suspensão de pagamento obtido na justiça e também terão direito ao 'stand still' até o fim do ano. O programa vale para quem tem dívida vencida e não paga e com pagamento em dia", disse o presidente do BNDES em entrevista online.
O programa de suspensão dos passivos até o fim do ano com o banco já tinha sido lançado para empresas e até sexta feira já somava mais de 9 bilhões de reais em recursos aprovados.
O BNDES também se comprometeu a acelerar a liberação de empréstimos solicitados por Estados que já estavam tramitando no banco. Ao todo, as demandas somam 456 milhões de reais. “Vamos acelerar as liberações", disse Montezano.
O presidente do banco de fomento anunciou nesta segunda-feira uma terceira rodada de apoio ao setor produtivo, mas muitas iniciativas já eram de domínio público, como apoio à armazenagem ao setor sucroalcooleiro e financiamento de 2 bilhões de reais para empresas fornecedoras de grandes companhias que operaram no Brasil, além de um fundo garantidor de até 20 bilhões de reais para agilizar e baratear o crédito para micro, pequenas e médias empresas.
Uma novidade foi a criação de uma linha de 2 bilhões de reais para financiar empresas de saúde.
Segundo Montezano, outras medidas de apoio devem ser anunciadas em breve após conversas e consultas ao setor produtivo. "Isso não se exaure aqui."
VENDAS DE AÇÕES
O presidente do BNDES disse que alguns sinais de retomada do mercado de capitais começaram a ser dados nos últimos dias e a expectativa é que se essa melhora se consolidar, o banco vai reiniciar o processo de venda de participações societárias.
Antes da pandemia, o banco havia encaminhado a estruturação da venda da participação na JBS, mas o processo foi suspenso com a instabilidade do mercado.
"(Venda de) Participação na JBS e em outras mais maduras foram paradas...a gente já vê retomada de liquidez e chegando a uma normalidade a gente retomará o desinvestimento na JBS e da carteira, afirmou Montezano. "Sobre JBS, não decidimos nada para ano que vem e acompanhamos mercado e não colocamos prazo para desinvestimento", acrescentou.
Sobre as ajudas setoriais, para companhias aéreas, montadoras de veículos e empresas de energia elétrica, elas seguem em andamento, disseram executivos do BNDES que participaram da entrevista.
No caso das aéreas, as conversas com as Latam, Gol e Azul devem prosseguir até o começo de julho. Em relação ao setor elétrico, a expectativa é que a Aneel autorize a ajuda de até 16 bilhões de reais até semana que vem. Já sobre as montadoras, as negociações ocorrem individualmente e os executivos não deram detalhes.
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