Estimativas do Boletim Focus para Selic, PIB, IPCA e câmbio
Projeção de Selic 2020 segue em 2,25%, aponta Focus

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 8, que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2,25% ao ano. Há um mês, estava em 2,50%.
Já a projeção para a Selic no fim de 2021 foi de 3,38% para 3,50% ao ano, ante 3,50% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção foi de 5,13% para 5,00%, ante 5,50% de um mês antes. Para 2023, permaneceu em 6,00%, igual a quatro semanas atrás.
No início de maio, ao cortar a Selic de 3,75% para 3,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que, para a próxima reunião, "considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da covid-19". "No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos", ponderou o colegiado.
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 foi de 2,25% para 2,13% ao ano, ante 2,50% ao ano de um mês antes. No caso de 2021, passou de 2,88% para 2,75% ao ano, ante 3,88% ao ano de quatro semanas atrás.
A projeção para o fim de 2022 no Top 5 foi de 6,00% para 5,75%. Há um mês, estava em 6,00%. No caso de 2023, passou de 6,00% para 6,13%, ante 6,00% de quatro semanas antes.
Estimativa do Focus para PIB 2020 sai de -6,25% para -6,48%

Os economistas do mercado financeiro cortaram novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, a expectativa para a economia este ano passou de retração 6,25% para queda de 6,48%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 4,11%.
Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava em 3,20%.
No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2020, ante o quarto trimestre de 2019. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, a queda foi de 0,1%
Produção Industrial
No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 3,59% para queda de 5,35%. Há um mês, estava em baixa de 3,00%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,50% para 3,00%, ante 2,75% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 64,28% para 64,63%. Há um mês, estava em 64,15%. Para 2021, a expectativa foi de 65,20% para 65,90%, ante 65,20% de um mês atrás.
Déficit primário
O Relatório Focus trouxe nesta segunda-feira manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 8,00%. No caso de 2021, foi de 2,06% para 2,15%. Há um mês, os porcentuais estavam em 7,52% e 2,00%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 12,00% para 12,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 6,00% para 6,20%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 12,00% e 5,70%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros
Os avanços nas projeções refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.
Balança comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 45,50 bilhões para US$ 47,75 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 42,50 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 45,00 bilhões para US$ 47,35 bilhões. Há um mês, estava em US$ 42,00 bilhões.
No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2020 passou de déficit de US$ 28,10 bilhões para US$ 20,50 bilhões, ante US$ 35,90 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo foi de US$ 38,40 bilhões para US$ 32,75 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 44,00 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 foi de US$ 64,00 bilhões para US$ 60,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 70,75 bilhões. Para 2021, a expectativa seguiu em US$ 75,00 bilhões, ante US$ 79,00 bilhões de um mês antes.
Focus: Projeção de IPCA 2020 passa de 1,55% para 1,53% e segue em 3,10% para 2021

Os economistas do mercado financeiro cortaram novamente a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 8, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 1,55% para 1,53%. Há um mês, estava em 1,76%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,10%. Quatro semanas atrás, estava em 3,25%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).
A expectativa de inflação no curto prazo tem sido bastante afetada pela perspectiva de que, com a pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica seja fortemente prejudicada, com impactos negativos sobre a demanda por produtos e baixa da inflação.
Em maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA recuou 0,31% em abril, no menor índice desde agosto de 1998. No acumulado do ano, a taxa está positiva em 0,22%.
No Focus agora divulgado, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 1,31% para 1,67%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,00% para 3,25%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,97% e 3,00%, nesta ordem.
No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,50%, igual ao visto um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 foi de 3,38% para 3,50%, ante 3,50% de quatro semanas antes.
Últimos 5 dias úteis
Em meio aos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, a projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis foi de 1,65% para 1,53%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 49 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 1,64%.
No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos cinco dias úteis foi de 3,22% para 3,15%. Há um mês, estava em 3,25%. A atualização no Focus foi feita por 44 instituições.
Focus: estimativa mediana de câmbio 2020 é mantida em R$ 5,40

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, dia 8, pelo Banco Central, mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,40, ante R$ 5,00 de um mês atrás. Para 2021, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio permaneceu em R$ 5,08 - ante R$ 4,83 de quatro pesquisas atrás.
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