Itália: Número de mortes por dia em razão do coronavírus desacelera; Espanha anuncia volta do Campeonato Espanhol

ROMA (Reuters) - A Itália registrou 119 novas mortes pela epidemia Covid-19 no sábado contra 130 no dia anterior, informou a Agência de Proteção Civil, enquanto a contagem diária de novos casos subiu marginalmente para 659, de 652 na sexta-feira.
O número total de mortos desde o surgimento do surto em 21 de fevereiro agora é de 32.735, segundo a agência, o terceiro maior do mundo, depois dos Estados Unidos e do Reino Unido.
A Agência de Proteção Civil disse que o número total de casos confirmados na Itália desde o início de seu surto agora é de 229.327, o sexto maior número mundial atrás dos Estados Unidos, Rússia, Espanha, Reino Unido e Brasil.
As pessoas registradas como portadoras da doença caíram para 57.552 no sábado, ante 59.322 no dia anterior.
Havia 572 pessoas em terapia intensiva no sábado, contra 595 na sexta-feira. Dos originalmente infectados, 138.840 foram declarados recuperados contra 136.720 no dia anterior.
A agência disse que 2,164 milhões de pessoas foram testadas para o vírus a partir de sábado, contra 2,122 milhões na sexta-feira, em uma população de cerca de 60 milhões.
-
Espanha anuncia volta do turismo em julho e do Campeonato Espanhol em junho
MADRI (Reuters) - A Espanha reabrirá suas fronteiras para o turismo em julho e o Campeonato Espanhol de futebol voltará ainda antes, em junho, informou neste sábado o primeiro-ministro do país, seguindo a reabertura gradual do país, que adotou um dos 'lockdowns' — restrição de circulação — mais restritivos do mundo.
Os dois anúncios feitos pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, coincidiram com pedidos de renúncia pelo partido de extrema-direita Vox, em razão do impacto do lockdown nos empregos e na economia. O Vox convocou um protesto em várias cidades do país e reuniu milhares de pessoas em carreatas.
“A partir de julho, o turismo estrangeiro retornará em condições seguras. Vamos garantir que os turistas que cheguem não corram qualquer risco, nem tragam qualquer risco a nós”, afirmou Sánchez em uma coletiva de imprensa, sem dar detalhes adicionais.
Os visitantes estrangeiros contribuem com aproximadamente um oitavo do PIB espanhol, e as medidas do governo, tomadas para conter a pandemia em um dos países europeus mais atingidos, causaram o fechamento de hotéis, bares e restaurantes, além de praias e parques, em um momento em que a temporada de turismo começaria a esquentar. Cerca de um milhão de empregos foram perdidos apenas em março, quando começou o lockdown, e o Banco da Espanha previu que a economia encolherá 12% neste ano.
Sánchez também afirmou que outro evento que movimenta muito dinheiro na nação, o Campeonato Espanhol de futebol, voltará no dia 8 de junho.
Os manifestantes deste sábado pediram que Sánchez e o vice-premiê, Pablo Iglesias — líder do partido de esquerda Podemos, que faz parte da coalizão de governo —, renunciem devido à forma como estão lidando com a crise e, especificamente, pela contração econômica.
“É hora de fazer muito barulho contra o governo do desemprego e da miséria que abandonou nossos autônomos e trabalhadores”, disse o Vox.
O governo disse que o lockdown foi o que controlou a pandemia no país. As medidas de confinamento estão sendo retiradas pouco a pouco, embora moradores de Madri e Barcelona, os epicentros nacionais do vírus, permaneçam em isolamento.
Ambas as cidades amenizarão as restrições na segunda-feira, permitindo jantares fora de casa e aglomerações de até dez pessoas.
A Espanha registrou mais de 28.600 mortes pela COVID-19 e mais de 230 mil casos, e Sánchez afirmou que haverá dez dias de luto nacional pelos mortos a partir da terça-feira.
0 comentário
Wall Street fecha em alta com impulso do setor de tecnologia; investidores ficam de olho em Pequim
Dólar tem correção técnica e fecha abaixo de R$5,00 com cenário político ainda no foco
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação
Taxas dos DIs caem em sessão de ajustes após disparada na véspera por laços de Flávio com Vorcaro
Xi diz a Trump que desentedimento sobre Taiwan pode levar a uma situação "perigosa"
Banco do Brasil aposta em pessoa física para melhorar rentabilidade, com agro ainda pressionado