S&P 500 e Dow caem após Trump lançar dúvida sobre acordo comercial com China
(Reuters) - Os índices S&P 500 e Dow Jones fecharam em queda nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida um acordo comercial com a China e após dados mostrarem que empregadores privados dos EUA demitiram 20 milhões de trabalhadores em abril, evidência do baque econômico do surto de coronavírus.
O Nasdaq, índice com forte peso de ações do setor de tecnologia, encerrou em alta. Mas todos os três principais índices pioraram o sinal perto do fim da sessão, após Trump dizer que a China pode ou não manter o acordo comercial.
Os segmentos financeiro e outros de caráter cíclico --que geralmente apresentam desempenho superior quando as perspectivas econômicas melhoram-- recuaram. Apenas dois dos 11 principais setores do S&P subiram, com tecnologia em destaque.
"Tivemos a queda dramática, temos tido esta recuperação bastante dramática, e, para mim, não seria incomum se nos próximos três, seis meses tivéssemos um mercado bastante instável, sem firmeza e alternando quedas e altas", disse Chuck Carlson, diretor executivo da Horizon Investment Services em Hammond, Indiana. "Hoje pode ser um microcosmo disso."
O Dow Jones recuou 0,91%, para 23.664,64 pontos, o S&P 500 perdeu 0,70%, para 2.848,42 pontos, e o Nasdaq Composite se valorizou 0,51%, para 8.854,39 pontos.
Os empregadores do setor privado dos Estados Unidos demitiram um recorde de 20,236 milhões de trabalhadores em abril, depois que o fechamento obrigatório dos negócios em resposta ao surto de coronavírus devastou a economia, deixando o mercado de trabalho em vias de registrar perdas históricas de empregos.
Tesouro dos EUA emite título de 20 anos e aumenta volume de leilões em meio a empréstimos recordes
WASHINGTON (Reuters) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que emitirá um título de 20 anos e aumentará o volume de leilões em uma série de vencimentos para levantar dinheiro a fim de atender às necessidades de empréstimos governamentais devido ao surto de coronavírus.
O Tesouro também deixou claro que se afastará de seu foco atual nas notas do Tesouro que ajudaram a levantar fundos urgentes nas últimas seis semanas, a favor de espalhar a dívida por uma estrutura mais longa de vencimentos.
"Tendo em vista o aumento substancial da necessidade de empréstimos, o Tesouro planeja aumentar sua emissão de longo prazo como um meio prudente de gerenciar seu perfil de vencimentos e limitar a potencial volatilidade futura das emissões", disse Brian Smith, secretário assistente de finanças federais do Tesouro, em um comunicado.
No comunicado, o Tesouro disse que pretende aumentar o tamanho dos leilões em todos os prazos com cupom nominal no período de maio a julho, com os aumentos maiores nas categorias de 7, 10, 20 e 30 anos.
Ele também planeja aumentar "modestamente" o tamanho dos leilões de títulos de taxa flutuante, mas manter os tamanhos dos leilões de títulos atrelados à inflação.
0 comentário
Wall Street fecha em alta com impulso do setor de tecnologia; investidores ficam de olho em Pequim
Dólar tem correção técnica e fecha abaixo de R$5,00 com cenário político ainda no foco
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação
Taxas dos DIs caem em sessão de ajustes após disparada na véspera por laços de Flávio com Vorcaro
Xi diz a Trump que desentedimento sobre Taiwan pode levar a uma situação "perigosa"
Banco do Brasil aposta em pessoa física para melhorar rentabilidade, com agro ainda pressionado