Londres fecha em baixa superior a 2%, com ameaça de Trump à China no radar -

Em dia de feriado com mercados fechados em boa parte da Europa, a Bolsa de Londres registrou uma sexta-feira, 1º, negativa. A ameaça feita nesta quinta, 30, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China influenciou o humor, com investidores também atentos a balanços e indicadores recentes fracos, diante do quadro de pandemia global por coronavírus.
O índice FTSE 100 fechou em queda de 2,34%, em 5.763,06 pontos, na Bolsa de Londres. Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa não operaram, pelo feriado. Na comparação semanal, houve avanço de 0,19% na praça londrina.
Entre algumas ações importantes em Londres, a petroleira BP caiu 4,55%, Lloyds Banking Group cedeu 1,72% e Barclays, 2,98%.
Na agenda de indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria do Reino Unido recuou à mínima recorde na leitura final de abril, a 32,6. A consultoria ressaltou o impacto da pandemia para o setor no país, prejudicando não só a demanda, mas também as cadeias de produção.
Além disso, houve cautela após as declarações de ontem de Trump com ameaças de tarifar a China. O presidente americano culpa o país pela disseminação da covid-19 pelo mundo e disse estar avaliando a questão. A fraqueza nas bolsas de Nova York tampouco ajudaram o humor em Londres - no caso americano influenciaram também balanços recentes que frustraram a expectativa dos analistas.
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