G20 prevê moratória de dívida de até US$ 14 bi para países pobres, diz autoridade

Por Michael Nienaber
BERLIM (Reuters) - Líderes financeiros das 20 maiores economias (G20) estão discutindo uma moratória imediata da dívida de até 14 bilhões de dólares para ajudar os países pobres a liberar fundos na luta contra a pandemia de coronavírus, disse uma importante autoridade alemã nesta terça-feira.
A moratória da dívida, sugerida pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, provavelmente será a parte principal de um plano de ação que os ministros das Finanças do G20 devem ajustar e apresentar na quarta-feira, informou a autoridade.
"A Alemanha está assumindo a responsabilidade não apenas em casa e na Europa, mas também no mundo -- e é por isso que apoiamos a moratória da dívida proposta pelo FMI e pelo Banco Mundial para ajudar os países mais pobres do mundo", disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato.
O plano para suspender imediatamente o pagamento da dívida é apoiado por todos os países credores do G20, bem como pelos membros do Clube de Paris de credores do setor público, disse a autoridade.
"Estamos falando aqui de uma soma total de até 14 bilhões de dólares que os países mais pobres poderão pagar mais tarde e, portanto, podem ser gastos em medidas relacionadas ao Covid-19", disse o funcionário, acrescentando: "Isso certamente pode ser chamado de passo histórico."
A questão da redução da dívida deve ser discutida ainda este ano, quando houver mais clareza sobre o impacto econômico da pandemia de coronavírus, disse o funcionário.
0 comentário
Suno Asset capta R$ 307 milhões no SNAG11 e lidera emissões de listados este ano
Dólar ensaia ajuste e cai abaixo dos R$5,00 com relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ainda no foco
Dólar abre perto da estabilidade com mercado atento ao noticiário político no Brasil
Novos ataques a navios perto de Ormuz são relatados enquanto Trump discute Irã com Xi Jinping
Índia diz que países emergentes estão de olho nos Brics para obter estabilidade
EUA e China estão discutindo proteção de IA para preservar modelos mais poderosos, diz Bessent