Molina: Marfrig pode abrir capital no exterior se for do interesse do acionista

A Marfrig pode abrir capital no exterior, de acordo com o fundador e presidente do conselho da companhia, Marcos Molina. Ele afirmou em teleconferência com investidores: "A Marfrig sempre está preparada. Nós sempre falamos que nos Estados Unidos temos um múltiplo mais alto, hoje a Marfrig poderia abrir capital lá nos EUA". E completou: "se for do interesse dos acionistas, estamos prontos para abrir capital lá fora".
Molina destacou que a companhia tem uma alta parcela da receita nos EUA, e que no país a bolsa está crescendo e pode começar a haver incentivos para investimentos em bolsa.
No ano passado, a Marfrig ampliou a presença nos Estados Unidos ao aumentar sua participação na National Beef.
O executivo afirmou que acredita que os múltiplos da empresa ainda estão baratos. "O mercado ainda não absorveu a potencialidade da Marfrig", afirmou. Ele disse que a empresa tem potencial para crescer no ramo de processados e de proteína vegetal. "Ninguém tem potencial de produzir (proteína vegetal) nas fábricas com custo mais baixo e estrutura de distribuição como nós."
Molina disse também que a companhia tem potencial para aumentar dividendos. "Temos prejuízo fiscal para ser compensado este ano, mas a partir de 2020, já temos potencial para dividendos", afirmou. Ele lembrou que a National Beef distribui grande volume de dividendos.
De acordo com o fundador da Marfrig, outra meta é aumentar o foco no lucro líquido. "Quero olhar não apenas o Ebitda, mas também o lucro líquido em comparação com o valor de mercado", disse.
0 comentário
Dívida dos EUA ultrapassa marca de US$40 trilhões após dobrar nos governos Trump e Biden
Dólar fecha em queda no Brasil em linha com exterior após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos
Ibovespa fecha em alta com alívio nos Tresuries e encerra maior série de perdas desde 2023
Taxas dos DIs fecham em queda após Tesouro dos EUA aumentar operações de recompra
UE prevê que situação do abastecimento de eletricidade seja crítica nas próximas semanas
Márcio Rosa indica que eventual reciprocidade do Brasil sobre EUA não seria aplicada neste ano