JBS: acordo de acionistas entre J&F e BNDESPar perde validade; ações serão vendidas
São Paulo - O acordo de acionistas da JBS com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não vale mais. O prazo de vigência do acordo entre J&F Participações S.A., a holding do grupo, e o braço de participações do banco de fomento, o BNDESPar, se encerrou ontem, 31 de dezembro de 2019.
Assim, a partir de hoje, 1º de janeiro, não produz mais efeitos, conforme fato relevante da empresa de proteína ao mercado assinado pelo diretor de Relações com Investidores, Guilherme Perboyre Cavalcanti.
Segundo a Coluna do Broadcast (Estadão), já estão engatilhadas agora em janeiro as reuniões com investidores para a oferta subsequente (follow on) do JBS para a venda de parte das ações detidas pelo BNDES. O roadshow pode começar dia 13.
A precificação da ação, conforme o cronograma preliminar, deve ocorrer no fim do mês. Na oferta, o banco de fomento venderá metade de sua participação de 21%, em uma operação que deverá somar aproximadamente R$ 8 bilhões.
O planejamento é que o banco de fomento termine 2020 sem nenhuma ação da JBS, da família Batista.
Coordenam a oferta o Bradesco BBI (líder), o BTG Pactual, o Bank of America, o Itaú BBA e o UBS.
Neste mês, o BNDES deu largada ao seu processo de enxugamento de sua carteira de renda variável, e se desfez das ações detidas na Marfrig, colocando R$ 2 bilhões no caixa.
Há cerca de quinze dias, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, citou a JBS quando afirmou que não há mais "eventos" que requeiram esclarecimento por parte da instituição quanto à meta de sua gestão de explicar a "caixa-preta" do BNDES, ou seja, a suposta falta de transparência nas operações do banco.
No ano passado, a instituição divulgou um erro operacional em um empréstimo com a JBS.
Lava Jato manda periciar arquivos do BTG Pactual (por O Antagonista)
Mateus Coutinho, na Crusoé, informa que o delegado Filipe Hile Pace determinou que a perícia da Polícia Federal retome os trabalhos de análise do material apreendido em agosto no banco BTG Pactual durante a 64ª fase da Lava Jato, destinada a apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a venda de ativos da Petrobras na África para o banco de André Esteves.
O pedido, contudo, não inclui o telefone celular e outros itens pessoais do banqueiro encontrados na empresa e na residência dele, que deverão permanecer acautelados até uma decisão do STF, que proibiu a perícia nesses itens por entender que eles podem ter conteúdo relacionado a outra investigação que está em curso em Brasília.
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