Trump diz que Brics "acabaria rapidamente" se chegasse a se formar de modo significativo
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Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira sua ameaça de impor uma tarifa de 10% sobre as importações dos membros do Brics e disse que o grupo acabaria muito rapidamente se algum dia eles se formassem de modo significativo.
"Quando ouvi sobre esse grupo do Brics, seis países, basicamente, eu os ataquei com muita, muita força. E se algum dia eles realmente se formarem de modo significativo, isso acabará muito rapidamente", disse Trump sem mencionar os nomes dos países. "Nunca podemos deixar ninguém brincar conosco."
Trump também disse que estava comprometido com a preservação do status global do dólar como moeda de reserva e prometeu nunca permitir a criação de uma moeda digital de banco central nos Estados Unidos.
Trump anunciou a nova tarifa em 6 de julho, dizendo que ela se aplicaria a qualquer país que se alinhasse com o que ele chamou de "políticas antiamericanas" do grupo Brics.
Com fóruns como o G7 e o G20, grupos das principais economias, prejudicados por divisões e pela abordagem perturbadora "EUA em primeiro lugar" do presidente norte-americano, o grupo Brics está se apresentando como um refúgio para a diplomacia multilateral.
Desde que emitiu a ameaça, Trump tem afirmado repetidamente, sem provas, que o grupo foi criado para prejudicar os Estados Unidos e o papel do dólar como moeda de reserva mundial.
Os líderes do Brics rejeitaram a alegação de que o grupo é antiamericano.
O Brasil rejeitou em fevereiro os planos de pressionar por uma moeda comum durante sua presidência este ano, mas o grupo está avançando no trabalho de um sistema de pagamento internacional conhecido como Brics Pay, que facilitaria o comércio e as transações financeiras em moedas locais.
O Brics expandiu-se no ano passado para além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, incluindo membros como o Irã e a Indonésia. Os líderes da cúpula do grupo no Brasil expressaram críticas indiretas às políticas militares e comerciais dos EUA.
Trump também mirou especificamente no Brasil, anunciando uma tarifa de 50% sobre suas exportações para os EUA, a partir de agosto, e lançando uma investigação separada sobre o que Washington chamou de práticas comerciais "injustas" do Brasil.
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