Trump promete punir Irã por ataques dos houthis no Mar Vermelho; preço do petróleo ultrapassa US$100
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Por Elwely Elwelly e Ahmed Elimam e Eman Abouhassira
DUBAI, 23 Jul (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quinta-feira uma “forte retaliação militar” contra o Irã e seus aliados houthis, depois que combatentes do grupo militante iemenita atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, estendendo a guerra no Oriente Médio a um segundo importante ponto estratégico para o transporte marítimo.
A perspectiva de que a interrupção possa se alastrar a um segundo mar fez com que os preços globais do petróleo disparassem, em um dos maiores aumentos desde o início da guerra. O petróleo Brent subiu mais de 6%, ultrapassando os US$100 por barril pela primeira vez desde maio.
Duas semanas após o colapso efetivo de uma trégua provisória destinada a encerrar a guerra, as Forças Armadas dos EUA lançaram mais uma série noturna de ataques aéreos contra o Irã, levando o país a disparar contra países árabes vizinhos que abrigam bases norte-americanas.
Depois que os houthis afirmaram ter atacado os dois petroleiros, Trump disse que responsabilizará o Irã por quaisquer novos ataques perpetrados pelos combatentes sediados no Iêmen. Os houthis, que controlam o norte e o oeste do Iêmen, anunciaram esta semana que a imposição de um bloqueio naval à Arábia Saudita, país que tem desviado milhões de barris de petróleo por dia por meio de um oleoduto para o Mar Vermelho, a fim de contornar o bloqueio iraniano ao petróleo do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz.
“Se eles fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã, uma vez que os houthis são um substituto e/ou representante do Irã, e uma punição militar severa será infligida ao Irã e, é claro, aos próprios houthis”, escreveu Trump no Truth Social.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga “ficará mais alto a cada noite” até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que realmente cumpra.
“O Irã está implorando (por um acordo) todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fazem um acordo... ou o quebram ou querem alterá-lo”, disse ele. “E talvez eles mudem de ideia nos próximos dias, à medida que continuam sofrendo grandes perdas.”
Os houthis afirmaram que suas forças realizaram ataques com mísseis e drones contra os petroleiros sauditas Encelia e Layla.
Uma fonte de segurança marítima informou que o Encelia havia transmitido um pedido de socorro relatando ter sido atingido por um míssil perto do porto saudita de Jizan, no Mar Vermelho, ao norte do Iêmen, na noite de quarta-feira. A agência de notícias estatal saudita SPA informou que o ataque causou um incêndio na proa.
A Reuters não conseguiu confirmar imediatamente o ataque ao Layla, mas Trump mencionou dois ataques a petroleiros sauditas.
Ataques dos houthis poderiam fechar o estreito conhecido como Bab el-Mandeb ou “Portão das Lágrimas”, que controla o acesso do Mar Vermelho ao Oceano Índico, a segunda rota mais importante para o transporte de energia, depois do Estreito de Ormuz, na foz do Golfo Pérsico.
(Reportagem adicional de Yomna Ehab, Enas Alashray e Ahmed Tolba; Doina Chiacu, em Washington, e Michael Martina, em Manila)
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