Petróleo sobe com persistência de cortes de oferta e após Irã negar negociações com EUA
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Por Nicole Jao
NOVA YORK, 24 Mar (Reuters) - O petróleo subiu nesta terça-feira, com a persistência de importante corte de oferta de petróleo e após o Irã negar ter mantido negociações com os Estados Unidos para acabar com a guerra no Golfo, contradizendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que um acordo poderia ser alcançado em breve.
Os futuros do Brent fecharam com alta de US$4,55, ou 4,55%, a US$104,49 por barril. O West Texas Intermediate dos EUA subiu US$4,22, ou 4,79%, a US$92,35.
A guerra praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo Estreito de Ormuz, causando o que a Agência Internacional de Energia chamou de a maior interrupção no fornecimento de petróleo de todos os tempos.
"A realidade no local permanece inalterada", disse Nikos Tzabouras, analista da Tradu.com, de propriedade da Jefferies. "O Estreito de Ormuz continua efetivamente fechado e as interrupções no fornecimento persistem, apertando o mercado."
O Irã enviou ondas de mísseis para Israel nesta terça-feira. Três altos funcionários israelenses, falando sob condição de anonimato, disseram que Trump parecia determinado a chegar a um acordo, mas que eles achavam altamente improvável que o Irã concordasse com as exigências dos EUA em qualquer nova rodada de negociações.
"A probabilidade de que as interrupções temporárias no transporte marítimo se transformem em deslocamentos de fornecimento de longo prazo aumenta a cada dia que as hostilidades persistem. Vimos as previsões globais de energia serem recalibradas, passando de excesso de oferta para possíveis déficits", disse Kenny Zhu, analista de pesquisa da Global X.
SINAIS CONTRADITÓRIOS SOBRE AS NEGOCIAÇÕES DE PAZ
O primeiro-ministro do Paquistão disse nesta terça-feira que estava disposto a sediar conversações entre os EUA e o Irã sobre o fim da guerra no Golfo.
A oferta veio um dia depois que Trump ordenou um atraso de cinco dias nos ataques às usinas de energia do Irã, dizendo que os EUA conversaram com autoridades iranianas não identificadas que produziram "pontos importantes de acordo", fazendo com que os futuros do petróleo caíssem mais de 10%.
Na segunda-feira, o Irã negou que tenha entrado em negociações com os Estados Unidos.
"Definitivamente, estamos recebendo sinais contraditórios", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. "Acho que o mercado está precificando as preocupações de que essas negociações não vão dar certo e que a guerra vai continuar."
A postura de negociação do Irã endureceu desde o início da guerra, disseram fontes à Reuters, acrescentando que o país exigiria concessões significativas dos EUA se os esforços de mediação levassem a negociações sérias.
(Reportagem de Nicole Jao em Nova York e Alex Lawler em Londres; reportagem adicional de Anmol Choubey em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)
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