Petrobras volta a produzir 1 milhão de barris por dia no campo de Tupi
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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 13 Jan (Reuters) - A Petrobras voltou a produzir acima de 1 milhão de barris por dia no campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, como resultado de investimentos para recuperar produtividade do ativo, disse a presidente da petroleira, Magda Chambriard, nesta terça-feira.
O patamar foi alcançado na última sexta-feira, após a Petrobras ter interligado onze poços em Tupi ao longo de 2025, somando um total de 150 poços perfurados no ativo.
"Isso é resultado de um esforço da companhia e do time da empresa que pegou um Tupi -- que já foi o maior do Brasil, mas estava em declínio e foi ultrapassado por Búzios -- e trouxe de volta a esse patamar", afirmou Chambriard à Reuters.
"É o resgate de um símbolo para o Brasil, e a Petrobras sempre busca mais", acrescentou.
O patamar de 1 milhão de barris por dia no campo havia sido alcançado pela primeira vez em 2019.
A Petrobras estuda a construção de outros poços em Tupi, além de avaliar a possibilidade de uma nova plataforma, a partir de 2031, e da extensão da vida útil de algumas das nove existentes, com o objetivo de geração contínua de valor do ativo.
A implementação de tais atividades, entretanto, está sujeita às aprovações necessárias dos parceiros da Petrobras no consórcio responsável pelo campo e pela agência reguladora do setor ANP, como a análise do pedido de extensão de licença.
Primeiro campo do pré-sal de grande produtividade, Tupi é operado pela Petrobras, com os parceiros Shell e Galp.
Em comunicado, a Petrobras afirmou que o retorno de Tupi à produção de 1 milhão de barris por dia reforça que o pré-sal, ao longo de 16 anos, se tornou uma das fronteiras petrolíferas mais competitivas da indústria global.
Das 57 plataformas de produção operadas pela Petrobras atualmente, 28 estão exclusivamente no pré-sal, que alcançou produção acumulada de 7 bilhões de barris de petróleo em janeiro de 2025, liderada pelos três maiores campos em operação nessa camada: Tupi, Búzios -- o maior do mundo em águas ultraprofundas --, e Mero.
(Por Rodrigo Viga GaierTexto de Marta NogueiraEdição de Pedro Fonseca)
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