Petróleo cai 1,5% por alerta de excesso de oferta e tensão entre EUA e China
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Por Arathy Somasekhar
HOUSTON (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com queda de 1,5%, após a Agência Internacional de Energia alertar sobre um excesso de oferta em 2026 e com a persistência das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,5%, para fechar a US$62,39 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) caiu 1,3%, a US$58,70. Ambos os contratos estavam em uma mínima de cinco meses.
Na sessão anterior, o Brent ficou 0,9% mais alto e o WTI dos EUA fechou em alta de 1%.
O mercado mundial de petróleo enfrentará um excedente ainda maior no próximo ano, de até 4 milhões de barris por dia, à medida que os produtores da Opep+ e seus concorrentes aumentarem a produção e a demanda continuar lenta, previu a Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês).
Na segunda-feira, um relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e de seus aliados, incluindo a Rússia, foi menos baixista do que a opinião da IEA. Ele afirmou que o déficit de fornecimento do mercado de petróleo diminuiria em 2026, à medida que a aliança mais ampla da Opep+ prosseguisse com os aumentos de produção planejados.
No entanto, os executivos das principais empresas petrolíferas e das principais casas comerciais disseram que esperam que o mercado global de petróleo fique mais apertado no médio e longo prazo, recuperando-se da fraqueza de curto prazo.
"As últimas tensões entre os EUA e a China também serão um ponto de pressão sobre o petróleo, já que a economia da China poderá ser questionada se as tensões continuarem elevadas", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial.
O analista do UBS, Giovanni Staunovo, disse que o clima de risco havia se instalado, já que as tensões comerciais pesam sobre o sentimento e o relatório da IEA foi pessimista.
(Reportagem adicional de Enes Tunagur em Londres, Anjana Anil em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)
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