Petróleo cai 2% após máxima de quase três semanas na sessão anterior
![]()
Por Stephanie Kelly
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram 2% nesta terça-feira, apagando os ganhos da sessão anterior, com os investidores observando os desdobramentos das tarifas dos Estados Unidos, a guerra na Ucrânia e a possível interrupção do fornecimento de combustível russo.
O petróleo Brent fechou com queda de US$1,58, ou 2,3%, a US$67,22 por barril, um dia depois de atingir seu preço mais alto desde o início de agosto. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu US$1,55, ou cerca de 2,4%, para US$63,25.
"Dada a enorme quantidade de incertezas no mercado de petróleo causadas pelo conflito ucraniano e pela guerra tarifária, os investidores continuarão não querendo se comprometer com qualquer direção de forma prolongada", disse Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates.
Os preços do Brent podem ficar limitados a uma faixa de negociação de US$65 a US$74 no futuro próximo, acrescentou ele.
A recuperação do petróleo na segunda-feira foi impulsionada principalmente pelos riscos de abastecimento após os ataques da Ucrânia à infraestrutura de energia russa e a possibilidade de novas sanções dos EUA sobre o petróleo russo.
Os ataques da Ucrânia em resposta aos avanços da Rússia no conflito e seu ataque às instalações de gás e energia ucranianas interromperam o processamento e as exportações de petróleo de Moscou e criaram escassez de gasolina em algumas partes da Rússia.
(Reportagem de Stephanie Kelly em Nova York, Seher Dareen em Londres, Anjana Anil em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)
0 comentário
Petróleo volta a níveis pré-guerra do Irã com aumento da oferta
Opep+ aprova novo aumento na produção de petróleo conforme exportações do Estreito de Ormuz começam a se recuperar
Petróleo cai 1% para mínimas de quatro meses com negociações entre EUA e Irã
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco