Vendas totais da Petrobras caem 3% em 2024, assim como produção de petróleo e gás
![]()
Por Roberto Samora e Andre Romani e Fabio Teixeira
SÃO PAULO (Reuters) - As vendas totais de petróleo, gás e combustíveis da Petrobras fecharam 2024 em 2,914 milhões de barris ao dia, queda de 3,1% ante o volume de 2023, informou a empresa nesta segunda-feira.
Já as exportações de petróleo, derivados e outros somaram 798 mil barris no ano passado, declínio de 1% na comparação com o ano anterior.
As vendas de combustíveis derivados de petróleo no mercado interno caíram 1,4% em 2024 ante 2023, para 1,719 milhão de barris/dia, pressionadas pela menor comercialização de diesel (-2,8%) e de gasolina (-4,1%), enquanto a empresa vendeu 5,8% mais querosene de aviação no ano passado.
Em 2024, a gasolina da companhia sofreu concorrência da produção de etanol, que deve fechar a safra 2024/25 em novo recorde, com impulso da fabricação do biocombustível de milho, segundo associação de produtores.
No mercado de diesel, a estatal lidou com uma maior mistura de biodiesel no combustível fóssil.
Ainda assim, a companhia reportou fator de utilização total (FUT) das refinarias em 2024 de 93%, o que representa o maior nível do parque desde 2014, considerando os ativos atuais da Petrobras.
A Petrobras informou ainda que a sua importação de petróleo e outros combustíveis somou 299 mil barris/dia em 2024, queda de 6,9% ante 2023. As importações de diesel recuaram 4,8% no ano, enquanto as de gasolina despencaram 71,8%.
A Petrobras reiterou que sua produção total de óleo e gás natural alcançou 2,698 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2024, conforme havia indicado ao final de janeiro. O volume representa uma queda de 3% ante 2023 -- a empresa reafirmou que o resultado ficou dentro da intervalo da meta, que varia em 4% para menos ou mais.
A queda ocorreu com a produção de óleo no pré-sal em 2024 crescendo apenas 0,4% ante 2023, para 1,813 milhão de barris ao dia, enquanto no pós-sal a extração despencou 20%, para 305 mil barris/dia.
A Petrobras citou os "ramp-ups" dos FPSOs Sepetiba, Almirante Barroso, Anita Garibaldi, Marechal Duque de Caxias e Maria Quitéria durante o ano, "que contribuíram para sustentar o nível de produção, apesar das paradas para manutenção no campo de Búzios", no pré-sal, no quarto trimestre.
Já a queda no pós-sal se deveu principalmente "à restrição da produção nas plataformas que retornaram à operação ao longo do quarto trimestre, junto com o declínio natural de produção".
TRIMESTRE
A Petrobras reportou uma queda de 10,5% na sua produção total de petróleo e gás no quarto trimestre ante o mesmo período de 2023, para 2,63 milhões de barris de óleo equivalente ao dia.
Já a produção de petróleo no Brasil caiu 11,5% no mesmo período, para 2,09 milhões de barris, em meio a paradas para manutenção em Búzios.
O volume de vendas de derivados de petróleo somou 1,758 milhão de barris ao dia no quarto trimestre, alta de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A produção de derivados de petróleo no último trimestre do ano passado somou 1,818 milhão de barris/dia, alta anual de 1,1%.
0 comentário
Petróleo cai 1% para mínimas de quatro meses com negociações entre EUA e Irã
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco
Recuo surpreendentemente rápido do preço do petróleo diminui urgência de ação do BCE, segundo fontes
Petróleo cai mais de 3% com alívio nas preocupações sobre oferta no Estreito de Ormuz