Crescimento da demanda de petróleo diminui conforme oferta não-Opep se expande, diz IEA
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Por Natalie Grover e Alex Lawler
LONDRES (Reuters) - O crescimento da demanda global de petróleo está perdendo força, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, ao reduzir sua previsão para 2024, em nítido contraste com a visão do grupo produtor Opep.
A IEA, que representa os países desenvolvidos, previu que a demanda de petróleo atingirá seu pico em 2030, em meio à mudança para o uso de energia mais limpa. A Opep, por sua vez, espera que o uso de petróleo continue aumentando nas próximas duas décadas.
Relatórios mensais divulgados nesta semana destacaram as estimativas totalmente diferentes para a demanda de petróleo em 2024.
O relatório mensal da IEA mostrou que a entidade espera que a demanda global de petróleo cresça em 1,22 milhão de barris por dia (bpd) este ano, um pouco abaixo da estimativa do mês passado. Na terça-feira, a Opep manteve sua previsão de crescimento muito mais acentuado, de 2,25 milhões de bpd.
Na visão da IEA, a desaceleração deste ano -- cerca de metade do crescimento em 2023 -- está ligada a uma desaceleração do consumo chinês.
"A expansiva fase de crescimento pós-pandemia da demanda global de petróleo já passou em grande parte", disse a IEA, acrescentando que um clima macroeconômico global mais severo também deve restringir o crescimento este ano.
Quanto à oferta, a IEA aumentou sua projeção para 2024, estimando que a oferta crescerá 1,7 milhão de bpd em comparação com sua previsão anterior de 1,5 milhão de bpd.
A IEA agora espera que a oferta cresça para um recorde de cerca de 103,8 milhões de bpd, quase totalmente impulsionada por produtores fora da Opep+, incluindo os Estados Unidos, o Brasil e a Guiana.
Dada a perspectiva robusta para a oferta fora da Opep+, a IEA espera um ligeiro aumento nos estoques no primeiro trimestre, disse, acrescentando que a Opep+ poderia estar bombeando acima das necessidades se os cortes voluntários extras forem cancelados no segundo trimestre.
(Reportagem de Natalie Grover e Alex Lawler)
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