Eleição não interfere em planos de petroleiras globais no Brasil, dizem executivos
![]()
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Executivos de grandes petroleiras internacionais que atuam no Brasil não estão preocupados com o resultado das eleições presidenciais no país e ressaltaram que independentemente do novo mandatário pretendem manter seus portfólios de investimentos na nação sul-americana.
No próximo domingo, os brasileiros vão às urnas para a escolha do novo presidente em uma disputa polarizada entre o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O CEO da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, destacou durante a feira Rio Oil & Gas que a empresa está há mais de um século no Brasil e tem planos de longo prazo.
"A Shell investe no país e está presente há mais de cem anos, e nossa indústria é de longo prazo, e a gente olha para investimentos com ciclos muito mais longos", disse ele a jornalistas.
"Nesses últimos anos houve diversos governos no país e a gente trabalhou com eles. A gente não toma decisões no que está para acontecer nas próximas semanas e anos", acrescentou ele.
O executivo disse ainda ser favorável ao modelo de concessão para a produção e exploração de óleo e gás no país no pré-sal, em vez do atual, de partilha.
A diretora global de Upstream da Shell, Zoe Vujnovich, reforçou que a empresa está comprometida com o Brasil.
"Estamos aqui há tanto tempo e conseguimos trabalhar com todas as posições políticas. O que se espera sempre é que sejam criadas oportunidades para produzir e gerar impostos. Isso é fundamental... qualquer que seja o partido que assuma, saberá o papel importante do setor de óleo e gás", afirmou ela.
A Shell produz atualmente cerca de 400 mil barris/dia em óleo equivalente e tem projetos na área de renováveis e outras fontes de energia no Brasil.
A companhia é parceira da Cosan na joint venture Raízen, gigante do setor de etanol, açúcar e combustíveis.
Já a portuguesa Galp pretende investir 5 bilhões de dólares no país nos próximos anos em óleo e gás, energia e renováveis, reiterou o CEO da empresa, Andy Brown.
Ele destacou a relevância do Brasil para os negócios da empresa.
"Estamos aqui há anos e realmente nós acreditamos na estabilidade no Brasil e no ambiente fiscal e regulatório. O Brasil é um grande atrativo de investimentos para preservar o clima e transição energética", afirmou Brown.
"A Galp acredita no Brasil."
0 comentário
Petróleo cai 1% para mínimas de quatro meses com negociações entre EUA e Irã
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco
Recuo surpreendentemente rápido do preço do petróleo diminui urgência de ação do BCE, segundo fontes
Petróleo cai mais de 3% com alívio nas preocupações sobre oferta no Estreito de Ormuz