Petróleo: Preços caem mais de 3% com acordo ferroviário nos EUA e preocupações com demanda
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Por Scott DiSavino
NOVA YORK (Reuters) - Os contratos futuros de petróleo caíram mais de 3% para o menor valor em uma semana nesta quinta-feira, em meio a um acordo provisório que evitaria uma greve ferroviária nos EUA, expectativas de demanda global mais fraca e continuação da força do dólar antes de um aumento potencialmente grande da taxa de juros.
O Brent recuou 3,26 dólares, ou 3,5%, para 90,84 dólares o barril, enquanto o petróleo dos EUA, WTI, caiu 3,38 dólares, ou 3,8%, a 85,10 dólares. Foi o menor fechamento para ambos os benchmarks desde 8 de setembro.
As principais operadoras de ferrovias e sindicatos dos EUA garantiram um acordo provisório após 20 horas de intensas negociações intermediadas pelo governo do presidente Joe Biden para evitar um fechamento de trilhos que poderia afetar o abastecimento de alimentos e combustível dentro e fora do país.
"O complexo petrolífero está recuando com base na força do dólar e no acordo provisório que evitaria uma greve dos ferroviários dos EUA", disseram analistas da consultoria de energia Ritterbusch and Associates, observando que os spreads de crack estavam fracos.
Os riscos de queda continuam a dominar as perspectivas econômicas globais e alguns países devem entrar em recessão em 2023, mas é muito cedo para dizer se haverá uma recessão global generalizada, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, disse estar preocupado com a "estagflação generalizada", um período de baixo crescimento e alta inflação na economia global, observando que o banco reduziu as previsões para três quartos de todos os países.
(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York; com reportagem adicional de Alex Lawler em Londres e Muyu Xu em Cingapura)
((Tradução Redação São Paulo))
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