Preços do petróleo sobem com expectativas de que oferta do Irã não retornará em breve

Por Stephanie Kelly
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam em máxima de mais de dois anos nesta terça-feira, após o diplomata dos Estados Unidos afirmar que mesmo que os EUA consigam um acordo nuclear com o Irã, centenas de sanções no Teerã continuariam iguais.
Isso poderia significar que uma oferta adicional de petróleo Iraniano não seria re-introduzida no mercado tão cedo.
"Eu anteciparia que mesmo no caso de um retorno para compliance com JCPOA (Plano de Ação Abrangente Conjunto de 2015), centenas de sanções iriam continuar iguais, incluindo sanções impostas pela administração Trump", disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
O Brent avançou 0,73 dólar, ou 1%, próximo a 72,22 dólares o barril, uma máxima de fechamento desde maio de 2019. O petróleo dos EUA (WTI) subiu 0,82 dólar, ou 1,2%, para 70,05 dólares o barril, uma máxima desde outubro de 2018.
Os Estados Unidos disseram ao Irã nesta terça-feira que deveriam permitir que a agência atômica das Nações Unidas continue monitorando suas atividades, conforme estabelecido em um acordo que foi estendido até 24 de junho, ou colocar em risco negociações mais amplas para reviver o acordo nuclear com o Irã.
As barreiras para a retomada do acordo nuclear com o Irã continuam antes das negociações que devem ser retomadas esta semana entre Teerã e as potências mundiais, disseram quatro diplomatas, duas autoridades iranianas e dois analistas à Reuters.
Enquanto isso, a produção do petróleo dos EUA deve cair até 230.000 barris por dia (bpd) em 2021, para 11,08 milhões bpd, informou a Administração de Informação sobre Energia (AIE) dos Estados Unidos, nesta terça-feira.
(Reportagem de Stephanie Kelly em Nova York; reportagem adicional de Ahmad Ghaddar e Aaron Sheldrick)
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