China amplia importações de petróleo da Arábia Saudita em março

As importações de petróleo pela China junto a seu principal fornecedor, a Arábia Saudita, avançaram 8,8% em março na comparação com mesmo mês do ano anterior, puxadas por uma forte demanda e pela chegada de carregamentos atrasados por um congestionamento em portos.
As importações dos Emirados Árabes Unidos também voltaram a crescer, com alta de 86% na comparação anual, embora acredite-se que alguns barris do Irã estejam nessa conta.
As importações junto aos sauditas foram de 7,84 milhões de toneladas, o equivalente a 1,85 milhão de barris por dia (bpd), mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas nesta terça-feira.
A cifra foi superior aos 1,7 milhão de bpd em março passado, mas inferior às 1,94 milhões de toneladas de fevereiro.
A Arábia Saudita manteve o posto de principal fornecedor de petróleo dos chineses pelo sétimo mês consecutivo.
As importações junto à Rússia subiram 6% em março na comparação anual, para 1,75 milhão de bpd, mas ficaram abaixo dos 1,91 milhão de bpd em fevereiro.
Analistas da Refinitiv esperam que as importações junto aos sauditas caiam mais em abril devido a um corte voluntário de produção da Arábia Saudita, de 1 milhão de bpd, e preços mais altos do petróleo árabe para o mercado asiático.
As importações junto aos Emirados Árabes Unidos foram de 0,71 milhão de bpd, alta de 86% ano a ano.
Embarques do Omã aumentaram 60% em base anual, para 0,86 milhão de bpd.
A Reuters publicou que o Irã tem movimentado "indiretamente" volumes recorde de petróleo para a China nos últimos meses, marcados como suprimento do Omã, dos Emirados Árabes e da Malásia. A maior parte desse petróleo terminou na província de Shandong, ao leste do país, onde ficam as refinarias independentes chinesas.
Os dados desta terça-feira mostraram importações zero do Irã em março, contra 255.802 toneladas há um ano atrás, em meio a sanções dos EUA.
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