Sauditas avaliam prorrogar cortes de oferta de petróleo, pedem Opep+ flexível

A Arábia Saudita pediu nesta terça-feira que os demais membros da Opep+ sejam flexíveis nas respostas às necessidades do mercado de petróleo, argumentando em favor de uma política de produção mais apertada em 2021 para combater a demanda enfraquecida em meio a uma nova onda da pandemia de coronavírus.
A Opep+, que reúne membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros como a Rússia, está considerando postergar seu plano de aumentar a oferta em 2 milhões de barris por dia (bpd) em janeiro, ou 2% da demanda global, para dar apoio ao mercado.
"Nós como um grupo não queremos dar aos mercados nenhuma desculpa para uma reação negativa", disse o ministro saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, durante encontro virtual de um painel da Opep+, o Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto (JMMC, na sigla em inglês).
O JMMC, que pode recomendar políticas para o grupo, não realizou nenhuma recomendação formal nesta terça-feira, segundo três fontes da Opep+.
A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, já indicou que deseja uma política de produção mais apertada em 2021, visando reduzir os estoques que seguem amplos desde a retração da demanda neste ano.
Mas outros grandes produtores, como o Iraque, falharam em entregar totalmente os cortes de oferta prometidos e sinalizaram que desejam um espaço de manobra para produzir mais petróleo no ano que vem.
"Os mercados não serão gentis com aqueles que não mantiverem seus compromissos. É por isso que devemos estar preparados para agir de acordo com as exigências do mercado. Eu recentemente disse que estamos prontos para ajustar os termos de nosso acordo se preciso", afirmou o ministro saudita.
A Opep+, que terá uma reunião ministerial completa em 30 de novembro e 1º de dezembro, fechou um acordo para cortes recorde de produção neste ano, conforme as medidas globais de "lockdown" relacionadas à pandemia pressionaram a demanda por combustíveis.
O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, disse que o país vai manter suas obrigações sob o acordo da Opep+ e que o mercado atingiu a estabilidade graças aos esforços conjuntos. Ele não afirmou se Moscou está preparada para ampliar os cortes de oferta já existentes.
Uma opção que está ganhando apoio entre os países da Opep+ é a de manter os atuais cortes do grupo, de 7,7 milhões de bpd, por um período adicional de três a seis meses, de acordo com fontes da Opep+, em vez de flexibilizá-los para 5,7 milhões de bpd em janeiro
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