Milho mais novo ainda pode se recuperar após geada no RS, enquanto áreas mais adiantadas já inspiram mais preocupação
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As geadas registradas no Rio Grande do Sul nesta semana já deixaram sinais visíveis em lavouras de milho, com folhas queimadas pelo frio. O impacto sobre o potencial produtivo, porém, ainda pode variar bastante conforme o estágio de desenvolvimento das plantas e a localização das áreas atingidas.
Em Condor (RS), o produtor rural Mauro Costa Beber relata que lavouras implantadas mais recentemente apresentam maior possibilidade de recuperação, mesmo depois dos danos observados nas folhas.
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Segundo Beber, em áreas semeadas por volta de 25 de agosto, o ponto de crescimento das plantas ainda permanece abaixo do solo, o que permite ao milho continuar emitindo novas folhas.
“Ele praticamente não vai ter dano. Como o ponto de crescimento está embaixo da terra, ele vai conseguir seguir emitindo folhas”, explica.
A preocupação é maior nas lavouras implantadas no início de agosto e que já estavam em estágio mais avançado quando ocorreu a geada. Nessas áreas, principalmente nos pontos mais baixos do terreno, o produtor avalia que algumas plantas podem ter maior dificuldade para rebrotar.
A posição das lavouras no relevo também fez diferença na intensidade do frio. Ao percorrer os talhões após a geada, Beber observou menor congelamento nas partes mais altas e efeitos mais intensos nas baixadas.
“Nas partes mais baixas estava bem congelado”, relata.
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Apesar da intensidade do episódio, alguns fatores podem ter ajudado a limitar os danos. Segundo o produtor, o período de congelamento foi relativamente curto e a baixa umidade reduziu a presença de orvalho sobre as plantas no momento das menores temperaturas.
Mesmo nas áreas em que as folhas já apresentam queimaduras, ainda é cedo para transformar os sintomas visuais em estimativa de perda de produtividade. No milho, porém, a reação das plantas tende a aparecer mais rapidamente do que em culturas como trigo e canola.
Segundo Beber, em poucos dias já deve ser possível identificar melhor quais áreas conseguirão seguir emitindo folhas e quais foram atingidas de forma mais severa pela geada.
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