Condições das lavouras seguem piorando nos EUA e futuros do milho saltam quase 2% em Chicago
A terça-feira (25) termina com os preços internacionais do milho futuro se recuperando e voltando a subir na Bolsa de Chicago (CBOT), com avanços próximos de 2%.
Segundo a análise da Agrinvest, o milho segue em forte alta na CBOT e alcançou a maior cotação dos últimos três anos, sustentado principalmente pelas estimativas de menor produção dos Estados Unidos.
“As condições das lavouras continuam a piorar, com o milho e a soja agora abaixo da média dos últimos cinco anos”, disse Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, conforme reportado pelo site internacional Successful Farming.
Bruce Blythe, analista do site internacional Farm Futures, destaca ainda que o contrato de milho para dezembro já acumula valorização de mais de 12% em relação às mínimas registradas em agosto, após forte redução nas expectativas do mercado para a colheita de outono, impulsionada principalmente pela visita técnica do Pro Farmer às lavouras na semana passada.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,00 com valorização de 9 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,23 com elevação de 8 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,38 com ganho de 8,25 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,45 com alta de 8,25 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira (24), de 1,83% para o setembro/26, de 1,55% para o dezembro/26, de 1,56% para o março/27 e de 1,54% para o maio/27.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho finalizaram o pregão desta terça-feira com leves recuos registrados para a maior parte da curva.
De acordo com os analistas da Agrinvest, apesar de a CBOT recuperar os movimentos positivos ao longo dia, a força altista não foi transferida para a B3 na mesma intensidade.
“O mercado brasileiro encontra suporte no atraso da colheita em algumas regiões e na piora das condições das lavouras nos Estados Unidos, fatores que ajudam a sustentar as cotações. Apesar do movimento atual, os preços na B3 seguem em patamares historicamente elevados, o que limita uma recuperação mais forte”, avalia a consultoria.
Já para o mercado físico, o destaque é para preços andando de maneira lateral e poucos negócios sendo registrados.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 71,69 com queda de 0,26%, o janeiro/27 valeu R$ 81,13 com baixa de 0,27%, o março/27 foi negociado por R$ 82,43 com perda de 0,08% e o maio/27 teve valor de R$ 80,79 com ganho de 0,37%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT e percebeu desvalorização apenas no Porto de Santos/SP.
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