Apoiados na demanda e no petróleo, futuros do milho fecham a segunda-feira com valorizações acima de 1% em Chicago
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A segunda-feira (17) termina com os preços internacionais do milho futuro se sustentando no campo positivo da Bolsa de Chicago (CBOT), registrando avanços neste primeiro dia da semana.
Segundo a análise da Agrinvest, a semana começou com os contratos futuros do milho em alta, apoiados por sinais recentes de demanda por suprimentos dos Estados Unidos e pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio.
“Os mercados de grãos começaram a se concentrar na demanda quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de Oferta e Demanda Mundial na semana passada”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX.
Desde o início deste mês de agosto, o USDA reportou vendas de 100 mil toneladas, ou mais, negociadas por dia de soja ou milho.
Outro fator que ajudou nas altas foi o novo acirramento dos conflitos no Oriente Médio.
“Os preços também foram sustentados uma vez que o trânsito pelo Estreito de Ormuz parou novamente antes do fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Nenhuma nova negociação foi anunciada até o momento. Apenas cinco navios transitaram pelo estreito no sábado e nenhum navio o fez no domingo”, aponta Tony Dreibus, analista do site internacional Successful Farming.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,65 com ganho de 6 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,89 com elevação de 6,25 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,05 com valorização de 5,25 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,12 com alta de 6 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (14), de 1,31% para o setembro/25, de 1,29% para o dezembro/26, de 1,25% para o março/27 e de 1,18% para o maio/27.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) a semana também começou com resultados positivos sendo contabilizados pelos preços futuros do milho.
De acordo com os analistas da Agrinvest, a B3 acompanhou a valorização da maioria das commodities negociadas na CBOT, seguindo o tom positivo do mercado internacional.
Já no mercado físico, o ritmo segue lento no Mato Grosso, com compradores reduzindo os prêmios e indicações, em média R$ 1,00 abaixo das referências de sexta-feira. “Até o momento não foram registrados negócios pela mesa da Agrinvest, embora alguns lotes estejam sendo trabalhados”, afirma a consultoria.
Os produtores, por outro lado, elevaram as pedidas. “Na BR-163 buscam valores acima de R$ 50,00/sc, enquanto os compradores indicam entre R$ 48,00 e R$ 49,00”, acrescentam os analistas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 70,57 com alta de 0,53%, o janeiro/27 valeu R$ 78,18 com elevação de 1,01%, o março/27 foi negociado por R$ 79,55 com valorização de 1,09% e o maio/27 teve valor de R$ 78,20 com ganho de 0,84%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também subiu neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Ubiratã/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Itapetininga/SP e Campinas/SP.
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