Milho sobe em Chicago nesta 6ª (14), com suporte do trigo e tensões entre Rússia e Ucrânia

Russos já rejeitaram cessar-fogo no Mar Negro e estressam ainda mais os mercados
Publicado em 14/08/2026 11:43

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Os preços do milho voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (14), em um movimento de recuperação após as perdas registradas na sessão anterior. O mercado encontra sustentação principalmente nos ganhos do trigo - de mais de 2% nos contratos mais negociados -, enquanto a continuidade das tensões entre Rússia e Ucrânia reforça as preocupações com a oferta e a logística de grãos no Mar Negro, puxando ambos os grãos.

Por volta de 11h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 6,50 e 7,25 pontos, com o dezembro valendo US$ 4,79 e o março com US$ 4,95 por bushel. O maio/27 já voltava a operar levemente acima dos US$ 5,00. 

Nesta sexta, a Rússia informou que rejeita a possibilidade de um cessar-fogo no Mar Negro, acusando a Ucrânia de  “atos descarados de terrorismo” contra a navegação, sem fazer menção aos próprios ataques da Rússia. Além disso, autoridades russas afirmaram ainda ser impossível uma iniciativa como a de 2023, que garantiu um acordo para um corredor de escoamento de grãos pela região. 

Assim, o trigo voltou a ganhar força no cenário internacional diante dos novos ataques contra estruturas portuárias e de exportação da Rússia e da Ucrânia. Na quarta-feira, um ataque ucraniano atingiu o porto russo de Novorossiysk, importante para o embarque de grãos, enquanto a Rússia atacou posteriormente o porto ucraniano de Izmail, no rio Danúbio. As ações ampliam os riscos para o fluxo de produtos agrícolas da região.

Para o milho, a alta desta sexta-feira também representa um movimento de ajuste técnico após as quedas da sessão anterior, com investidores recompondo posições e aproveitando os preços mais baixos. O mercado, portanto, combina fatores técnicos e fundamentais para buscar recuperação.

Na quarta-feira, o milho havia registrado forte valorização após o relatório de agosto do USDA reduzir a projeção de produtividade da safra norte-americana, apesar de um aumento da área. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos também revisou para cima as exportações norte-americanas, o que continua sendo um ponto de sustentação para as cotações. 

Assim, o mercado permanece dividido entre a perspectiva de uma grande safra norte-americana e os riscos relacionados ao cenário internacional. Nesta sexta-feira, a força do trigo e a continuidade das incertezas no Mar Negro dão espaço para a recuperação das cotações do milho em Chicago, enquanto os participantes seguem atentos também ao clima nos Estados Unidos - com boas previsões para os próximos dias, incluindo boas chuvas esperadas para os próximos cinco dias - e ao comportamento da demanda.

B3 SOBE NESTA SEXTA-FEIRA 

No mercado futuro brasileiro, o movimento da CBOT é acompanhado e se une ao câmbio, registrando ganhos de cerca de 0,5% nos principais vencimentos. Assim, o setembro tinha R$ 69,73 e o março/27, R$ 78,33 por saca. A moeda americana volta a subir, superar os R$ 5,20 e dá espaço a novas altas do cereal na B3. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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