Milho avalia USDA e clima europeu para fechar a segunda-feira subindo em Chicago

B3 também tem altas, enquanto mercado físico anda de lado
Publicado em 13/07/2026 16:51

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A segunda-feira (13) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na maior parte dos vencimentos da Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo a análise da Agrinvest, o milho registrou ganhos diante dos números do USDA divulgados na sexta-feira, reduzindo a estimativa de estoques finais da safra, e de olho no clima e nas safras da União Europeia. 

“O clima europeu segue em alerta. Depois da forte queda nas condições de lavouras do milho, não há como descartar redução na produção europeia. A questão agora é o tamanho dessa perda e mais pressão para os estoques globais de cereais”, avaliam os analistas. 

O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,37 com queda de 0,25 ponto, o setembro/26 valeu US$ 4,41 com alta de 1,50 ponto, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,63 com ganho de 2,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,78 com elevação de 2,75 pontos. 

Esses índices representaram perda, com relação ao fechamento da última sexta-feira (10), de 0,06% para o julho/26, além de altas de 0,34% para o setembro/26, de 0,49% para o dezembro/26 e de 0,58% para o março/27. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também registraram resultados positivas nesta segunda-feira, com altas de até 0,7%. 

Os analistas da Agrinvest destacam que alguns vencimentos da B3 registraram ganhos próximos de R$ 1,00 por saca neste início de semana, enquanto o mercado físico ainda segue andando mais de lado nos últimos dias. 

“Falando com alguns comerciantes, os produtores venderam o que precisavam vender e agora tendem a segurar para buscar melhores oportunidades em agosto e setembro”, aponta a consultoria. 

Ainda nesta segunda-feira, a Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) atualizou os dados de exportação do Brasil apontando que 519.706,1 toneladas de milho já foram embarcadas até aqui em julho/26, uma média diária de 64.963,3 toneladas em cada um dos oito primeiros dias úteis do mês, patamar 38,6% menor do que a média de julho/25. 

Na visão de Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, os atuais patamares de preços que estão sendo praticados nos portos não interessam os produtores, que evitam novas negociações.  

“Quando a gente fala demanda por exportação, os preços que estão nos portos não interessam os produtores, então eles não se interessam em fazer negociação com a exportação. Os volumes têm sido muito baixos e também atrasados em relação aos anos anteriores”, avalia Rafael. 

A Agrinvest ainda acrescentam que a colheita segue em bom ritmo de modo geral. “No Mato Grosso, reports de chuvas fora de época podem ter reduzido o ritmo da colheita no último fim de semana e no início desta semana, mas os mapas mostram tempo firme para os próximos dias.” 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,73 com alta de 0,02%, o setembro/26 valeu R$ 67,77 com valorização de 0,77%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,72 com ganho de 0,16% e o março/27 teve valor de R$ 75,62 com elevação de 0,29%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas registrou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorização apenas em Itapetininga/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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