Milho fecha quinta-feira estendendo perdas em Chicago de olho no clima e no USDA
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A quinta-feira (9) termina com os preços internacionais do milho futuro acumulando novas movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, além de um movimento estendido de realização de lucros no pregão de hoje, o mercado segue bastante ligado às atualizações climáticas para as regiões produtoras dos Estados Unidos.
“Houve uma leve melhora nos mapas climáticos para o cinturão agrícolas, o que alivia as preocupações no prazo com a safra. Contudo, o mercado climático é volátil. A cada atualização dos mapas tudo pode mudar”, afirmam os analistas.
“A safra de milho do Meio-Oeste passará por seu período crítico de polinização nas próximas semanas. A maior ameaça potencial para a safra seria o calor extremo durante a polinização. O modelo europeu, normalmente confiável, prevê calor intenso e seca durante grande parte do período, enquanto outros modelos preveem chuvas em diferentes graus e temperaturas mais amenas”, alerta Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX.
Agora, o mercado também se prepara para a divulgação de novos reportes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que vai atualizar os números de oferta e demanda na próxima sexta-feira (10).
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,27 com desvalorização de 7 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,31 com perda de 3,50 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,52 com baixa de 4,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,67 com queda de 4,25 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (8), de 1,61% para o julho/26, de 0,80% para o setembro/26, de 0,93% para o dezembro/26 e de 0,90% para o março/27.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), o pregão desta quinta-feira também se encerrou com movimentações negativas sendo contabilizadas pelos preços futuros do milho.
De acordo com a análise da Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve mais um dia de estabilidade nos preços. “Os consumidores e produtores seguem aguardando o avanço das colheitas da safrinha, deixando pouca margem para uma evolução consistente na comercialização doméstica do cereal”.
Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado esteve um pouco mais calmo com a baixa do cereal na Bolsa de Chicago e no câmbio. “A expectativa segue pelo avanço da colheita da safrinha”, destaca.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,75 com baixa de 0,15%, o setembro/26 valeu R$ 67,45 com desvalorização de 0,87%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,63 com perda de 0,43% e o março/27 teve valor de R$ 75,32 com perda de 0,07%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente na praça de Nonoai/RS e encontrou valorizações apenas em Porto Paranagua/PR.
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