Números do USDA onda de vendas técnicas e futuros do milho recuam quase 2% em Chicago nesta quinta-feira
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A quinta-feira (11) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas de quase 2% na Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest destaca que o milho caiu forte em Chicago, com o mercado refletindo a derrocada nos preços do petróleo, com como o relatório morno de oferta e demanda divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
“Os investidores receberam um novo lembrete da ampla oferta disponível no relatório WASDE de hoje, o que desencadeou uma onda de vendas técnicas que deixou a maioria dos contratos em queda entre 1,5% e 1,75%”, avalia Ben Potter, analista do site internacional Farm Futures.
O USDA apontou que o estoque final da safra 2025/26 dos Estados Unidos será de 54,49 milhões de toneladas, acima das 54,41 milhões previstos em maio e maior do que as 54,31 milhões da média esperada pelo mercado.
“Esse é o maior nível em sete anos e contrariou as expectativas do mercado, que previam um corte menor”, afirma Potter.
Na safra 26/27, os estoques finais dos EUA estão previstos agora em 49,79 milhões de toneladas, subindo das 49,71 milhões esperadas em maio e das 49,46 milhões da média esperada pelo mercado.
Por fim, o estoque global na safra 2026/27 saltou de 277,54 milhões de toneladas previstas em maio/26 para 281,22 milhões em junho/26, ficando também acima da média esperada pelo mercado que era de 278,51 milhões.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,11 com baixa de 7,25 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,20 com desvalorização de 7,75 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,39 com perda de 7,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,54 com queda de 7,50 pontos.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (10), de 1,73% para o julho/26, de 1,81% para o setembro/26, de 1,62% para o dezembro/26 e de 1,63% para o março/27.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira também foi de movimentações negativas para os preços futuros do milho.
De acordo com os analistas da Agrinvest, os futuros do milho brasileiro acompanharam as flutuações internacionais e operaram sob pressão nesta quinta-feira, mesmo que existam motivos para sustentar elevações.
“Pela manhã, a Conab trouxe uma leve redução na produção do milho safrinha, passando de 108,445 milhões de toneladas no relatório de maio para 107,86 milhões nesta atualização de junho. A quebra de safra em algumas regiões deve dar suporte aos preços em algum momento”, destaca a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,14 com desvalorização de 0,70%, o setembro/26 valeu R$ 66,46 com baixa de 0,51%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,10 com queda de 0,04% e o março/27 teve valor de R$ 75,05 com alta de 0,08%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também recuou neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT e percebeu desvalorizações em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.
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