Milho: Dólar forte impulsiona B3 nesta 6ª feira, enquanto Chicago acumula mais de 6% de queda
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O mercado do milho operou em dois ritmos distintos nesta sexta-feira (5), fechando a semana - marcada por intensa volatilidade - com variações expressivas. Enquanto na B3 os contratos futuros registraram valorização amparados pelo câmbio, na Bolsa de Chicago o cenário foi de forte recuo que refletiram movimentos técnicos e fundamentos.
DÓLAR ESTABILIZOU PERDAS NA B3
Na B3, apesar de toda a intensidade das movimentações dos últimos dias e da pressão da CBOT, os vencimentos mais negociados apresentaram pouca movimentação no fechamento desta sexta-feira (5) em relação a anterior (29). O contrato julho saiu de R$ 65,18 para R$ 65,42 por saca, com uma pequen alta de 0,4%, enquanto o setembro perdeu 0,03% e foi de R$ 68,13 para R$ 68,11/sc.
No mercado doméstico, a valorização do milho foi diretamente influenciada pelo desempenho do dólar frente ao real. A moeda norte-americana registrou uma forte arrancada global nesta sexta-feira, o que favoreceu o comportamento positivo para as cotações na bolsa brasileira nesta sexta, as quais subiram até 1% nos negócios somente desta sessão.
Como explicaram analistas e consultores de mercado ao Notícias Agrícolas, os preços do grão seguem ainda pressionados pelo avanço da colheita da safrinha e pela demanda um pouco mais contida neste momento. As expectativas, todavia, são de que, nos próximos meses, o ritmo seja retomado e as cotações possam vir a testar níveis melhores, motivados pelo consumo interno e pelas exportações.
Além disso, o mercado ainda quer entender qual será o real tamanho da safrinha, com perdas que estão sendo contabilizadas e mostram-se mais concentradas, principalmente, no Goiás e em Minas Gerais.
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CHICAGO ACUMULA BAIXAS DE 6% NA SEMANA
Do outro lado, na Bolsa de Chicago o milho fechou o dia em queda e na semana acumula perdas de até 6,08%, como é o caso do contrato julho, que saiu de US$ 4,44 para US$ 4,17 por bushel. Já o dezembrou acumulou uma baixa semanal de 5,51%, caindo de US$ 4,72 para US$ 4,46.
O mercado foi pressionado pela combinação de condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste americano, permitindo uma boa conclusão do plantio 2026/27 dos Estados Unidos e o desenvolvimento adequado das lavouras, ao passo em que a geopolítica também pressiona, com o petróleo voltando a recuar nesta sexta-feira diante de possíveis acordos no Oriente Médio.
No entanto, as últimas notícias do dia dão conta de que Irã e EUA voltam a fazer novos movimentos que ameaçam as negociações, mantendo a volatilidade ainda muito presente no mercado. O cenário segue motivando liquidações técnicas de posição, com os traders optando por uma postur mais cautelosa frente a tanta insegurança e incerteza, principalmente antes de um final de semana.
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