Milho dispara nesta 2ª feira e fecha o dia com quase 5% de alta na Bolsa de Chicago

Publicado em 18/05/2026 16:52
Ganhos chegam à B3, mas dólar limita o movimento

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Em uma combinação de fundamentos e geopolítica, o mercado do milho fechou o pregão desta segunda-feira (18), na Bolsa de Chicago, com mais de 4% de alta, registrando ganhos de dois dígitos entre os principais vencimentos. Assim, o vencimento julho foi a US$ 4,77 e dezembro a US$ 4,98 por bushel. O março/27 voltou a superar os US$ 5,00 e encerrou o dia com US$ 5,11. 

"O movimento (de alta) é impulsionado após o comunicado da Casa Branca informando que a China irá comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas por ano. Porém, o volume não incluiu os 12 milhões de toneladas já adquiridos na temporada 2025/26", afirma o time da Agrinvest Commodities.

A notícia traz suporte, principalmente, aos preços do grão e leva a soja na carona. "No trigo, as perspectivas de produção não são positivas. O trigo americano de inverno vem sofrendo bastante com o clima adverso, já o milho dos EUA está ficando cada vez mais competitivo na exportação e, ganhando maior vazão, contribui para o aperto dos estoques", avalia a consultoria. 

Além disso, também como informou a Agrinvest, "a redução de área e a menor produção em relação à temporada passada, somadas ao possível aumento das exportações (com compras adicionais), tendem a aumentar os estoques". 

GANHOS LIMITADOS NA B3

Os preços fecharam o dia em alta também na B3, porém, com ganhos bem mais modestos. Os futuros do cereal subiram, nos contratos mais negociados, de 0,1% a 0,4%, com o julho terminando os negócios com US$ 67,07 e o setembro com R$ 69,86 por saca. 

De um lado, a disparada em Chicago dá suporte aos preços na B3, ao passo em que as novas baixas do dólar, de mais de 1% neste início de semana limitando os ganhos entre os principais vencimentos. 

E paralelamente, o mercado ainda mantém algum ceticisimo em relação ao tamanho da safrinha, embora a produção - em função do clima - siga gerando ainda muitas inseguranças, principalmente entre os produtores rurais. 

"Há quebra, mas mesmo com quebra, são 100 milhões de toneladas a serem colhidas nos próximos 90 dias.
Acredito que o impacto das quebras venha só mais lá na frente", afirmou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro.  

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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