Brasil exportou mais de 10 vezes mais milho por dia de maio/26 do que em maio/25, mas recebeu 41% menos por cada tonelada
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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou o primeiro reporte para as exportações em maio de 2026, apontando que o Brasil exportou 100.395,6 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) até aqui no mês. Este volume já representa aumento de 157,9% ante as 38.928,1 toneladas embarcadas em todo maio de 2025.
Nestes 5 primeiros dias úteis do mês, o país embarcou 20.079,1 toneladas por dia, apresentando um incremento de 983,2% ante a média de 1.853,7 toneladas exportadas em cada um dos 21 dias úteis de maio de 2025.
“Apesar das vendas lentas, principalmente por conta do preço que a gente vê agora de Chicago e dólar caindo também para a conta da soja, quando o produtor está precisando fazer algum caixa nessas últimas semanas, a gente está vendo uma preferência para a venda do milho, porque para conta da soja se espera um prêmio maior lá para a frente. É uma dinâmica que a gente já vê acontecendo nesses últimos anos e dando mais espaço para o milho ser escoado”, explica a analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Já olhando para o restante do ano, ainda há muita incerteza sobre o potencial das exportações de milho do Brasil, especialmente diante da guerra no Irã, que foi o maior importador do cereal brasileiro ao longo de 2025.
“O Irã, querendo ou não, é um grande parceiro comercial para a gente do lado do milho. Os Estados Unidos também estão bem competitivos na parte de exportação e isso prejudica. Apesar de nós sermos grandes consumidores, e ainda bem que a gente consegue absorver boa parte dessa produção no mercado interno, a gente precisa também desse braço exportador. Isso pode prejudicar um pouco quando a gente olha preço ao produtor”, acrescenta Monteiro.
No faturamento, o Brasil já arrecadou US$ 27,282 milhões no acumulado mensal, contra US$ 18,182 milhões em todo o mês de maio de 2025. Na média diária, a receita está em US$ 5,456 milhões contra 865 mil do ano passado, elevação de 530,2%.
Já o preço pago por tonelada caiu 41,8% ficando em US$ 271,80 em maio de 2026 contra os US$ 467,10 do quinto mês de 2025.
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