Milho trabalha de forma mista e safra brasileira passa por momento desafiador
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As cotações do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operam de forma mista neste 1º de maio, refletindo um equilíbrio entre o avanço da safra norte-americana e as incertezas produtivas na América do Sul. O contrato maio/26 registra queda de 1,25 ponto, negociado a US$ 4,63/bushel, enquanto os vencimentos futuros apresentam ganhos: o julho/26 sobe para US$ 4,77 (+2,75 pts) e o setembro/26 atinge US$ 4,82 (+3 pts).
No Brasil, a atenção está voltada para o clima adverso, já que a combinação de estiagem e altas temperaturas atinge estados estratégicos como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Segundo Rodrigo Tramontina, presidente da AssoSoja, o calor e a baixa umidade no norte paranaense favoreceram a pressão de pragas, especialmente a lagarta-do-cartucho. Além do desafio biológico, o setor enfrenta uma crise de rentabilidade; com custos de produção elevados e logística encarecida, o produtor rural precisa de uma gestão rigorosa para neutralizar as contas diante da volatilidade atual.
O mês de abril foi marcado por preços em queda na maioria das praças brasileiras, conforme análise da Safras & Mercado. Essa pressão baixista foi alimentada por consumidores que atuaram de forma pontual e por produtores que aumentaram a oferta de grãos para honrar dívidas com vencimento no final do mês. Somado a isso, um dólar mais fraco frente ao real prejudicou a paridade de exportação nos portos, dificultando o escoamento. Apesar disso, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram um desempenho robusto nas exportações de abril: o volume médio diário saltou 210,5% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 443 mil toneladas exportadas no mês, com um preço médio de US$ 254,30 por tonelada.
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