Cotações do milho segue alta do petróleo e fecham segunda-feira com altas em Chicago
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A segunda-feira (20) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a Agência Reuters, o principal fator de alta neste pregão foi a valorização na cotação do petróleo, diante dos temores de que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã possa estar se rompendo.
“Os preços do petróleo subiram acentuadamente depois que os Estados Unidos anunciaram a apreensão de um navio cargueiro iraniano que tentou furar o bloqueio, e o Irã declarou que retaliaria. O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz ameaça o fornecimento de combustível e fertilizantes”, aponta a Agência.
Outro fator que ajudou a sustentar as cotações hoje foram os dados de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que contabilizou embarques de milho em 1,669 milhão de toneladas durante a semana que terminou em 16 de abril, o que representa um aumento de 2,89% em relação à semana anterior.
O México foi o principal destino, com 507.053 mil toneladas, seguido pelo Japão com 352.667 mil e pela Coreia do Sul com 277.579 mil. As exportações para o ano comercial de 2025/26 totalizam 51,71milhões de toneladas desde 1º de setembro, o que representa um aumento de 31,79% em relação ao mesmo período do ano passado.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,52 com valorização de 3,25 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,60 com ganho de 2,75 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,63 com alta de 2,50 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,79 com elevação de 2,50 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira (17), de 0,72% para o maio/26, de 0,60% para o julho/26, de 0,54% para o setembro/26 e de 0,52% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a segunda-feira também foi de movimentações positivas para os preços futuros do milho.
Segundo a análise da Agrinvest, a forte alta do milho na B3 foi sustentada pelo cenário internacional, especialmente a alta do petróleo, além de preocupações com o clima para a segunda safra de 2026.
“A safrinha entre em fase crítica com atraso de plantio, cerca de 33% do milho foi plantado fora da janela ideal, contra 23% do ano passado. O clima agora começa a preocupar com temperaturas entre 30 e 32 graus e previsão de chuvas mais irregulares nos próximos 15 dias”, relatam os analistas.
A consultoria ainda ressalta que, por outro lado, no físico o mercado segue vazio de acontecimentos. “O que temos é apenas o ajuste natural de um volume maior de oferta com uma demanda mais retraída do que justificaria o nível atual de preços. A liquidez continua curta e o comprador segue seletivo”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 67,55 com valorização 2,82%, o vencimento julho/26 valeu R$ 67,88 com alta de 1,59%, o setembro/26 foi negociado por R$ 69,87 com elevação de 2,36% e o janeiro/27 teve valor de R$ 73,85 com ganho de 1,05%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou mais perdas do que ganhos neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apenas em Palma Sola/SC e Rio do Sul/SC, enquanto as desvalorizações apareceram em Castro/PR, Sorriso/MT, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS, Luís Eduardo Magalhães/BA e Machado/MG.
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