Milho tem novo dia de baixas na B3 nesta 6ª e maio perde os R$ 68/sc; dólar pesa sobre o cereal
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Os preços do milho seguem em trajetória de queda nesta sexta-feira (10), tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3, refletindo um conjunto de fatores técnicos e fundamentais que continuam pressionando o mercado internacional e doméstico.
Na CBOT, os contratos futuros do cereal ampliam o movimento negativo observado ao longo da semana e, por volta de 13h15 (horário de Brasília), perdiam de 2 a 3 pontos nas posições mais negociadas. A pressão vem, principalmente, do bom andamento do plantio da safra norte-americana e do cenário de oferta mais confortável, além da fraqueza em mercados correlatos, como o trigo, que vem registrando uma semana bastante pesada e negativa.
Outro fator que pesa sobre Chicago é o ambiente macroeconômico, com queda nos preços do petróleo. Apesar das altas que se registram nesta sexta, a commodity registrou uma perda mensal expressiva, e que ainda se avizinha em função do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, apesar de bastante frágil.
BAIXAS NA B3
No Brasil, a B3 acompanha o viés negativo externo e também registra novas perdas nesta sexta-feira com a pressão vinda também do dólar. As perdas entre os principais vencimentos variavam de 0,2%a 1%, com o maio já operando abaixo dos R$ 68,00, sendo cotado a R$ 67,94 por saca. O julho tinha R$ 68,62.
A desvalorização do dólar frente ao real segue como um dos principais fatores de pressão, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras. Nesta sexta, a moeda americana perdia 0,73% e sendo cotada a R$ 5,03.
Além disso, o avanço da colheita da safra de verão e as boas condições para o desenvolvimento da safrinha em importantes regiões produtoras também pesam. No entanto, o alerta está sobre áreas em que o lima ainda não favorece o desenvolvimento das lavouras, como partes do Paraá, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
Com isso, o mercado do milho encerra a semana ainda sob viés negativo, refletindo um cenário de fundamentos mais baixistas tanto no Brasil quanto no exterior, com atenção dos agentes voltada para o clima nos Estados Unidos e o desenvolvimento da segunda safra brasileira.
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