Milho cai mais de 1% na B3 nesta 4ª, e preços estão pressionados também no BR com dólar em queda
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Os preços do milho caem forte na B3 nesta quarta-feira (8), refletindo uma combinação de fatores técnicos e fundamentais. Por volta de 13h15 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 0,9% a 1,3% nos contratos mais negociados, levando o maio a R$ 69,24 e o julho a R$ 69,45 por saca. Os vencimentos mais distantes ainda mantinham-se na casa dos R$ 70,00, com o setembro valendo R$ 70,52 e janeiro/27, R$ 75,00.
Segundo explicam analistas e consultores, o dólar em queda forte frente ao rel - tendo testado patamares abaixo dos R$ 5,10 nesta quarta - é um dos fatores de maior pressão sobre os futuros do cereal. A moeda americana voltava, no início desta tarde, aos R$ 5,11, porém, ainda recuando perto de 1% e mantendo a B3 pressionada.
Também no radar dos traders estão a conclusão da colheita da safra de verão e a evolução melhor do plantio da safrinha no Brasil, já que chuvas melhores chegaram a regiões importantes de produção - como o Paraná, por exemplo - trazendo um peso a mais para as cotações.
"No Brasil, o mercado físico está pressionado, oscilando entre pequenas quedas e estabilidade nas principais regiões produtoras do país", afirma o analista de mercado João Vitor Bastos, da Pátria Agronegócios.
Do mesmo modo, na Bolsa de Chicago, os preços também cediam de forma significativa, reagindo ao avanço adequado do plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos e também à derrocada dos preços do petróleo. O mercado de energias vem devolvendo boa parte do que subiu nas últimas semanas, com os barris de brent e WTI abaixo dos US$ 100,00, depois de anunciado o cessar-fogo entre Irã e os Estados Unidos, embora com informações ainda muito divergentes sobre o acordo, que deverá ser finalizado no Paquistão.
As perdas entre os futuros do petróleo passam de 15% na tarde desta quarta-feira.
Além disso, o milho sente também o peso das baixas fortes que o trigo registra, de mais de 3% na CBOT.
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