Atraso no plantio da safrinha sustenta reação nos preços do milho, aponta Itaú BBA
O atraso no plantio da segunda safra de milho no Brasil aumentou a exposição da cultura a riscos climáticos e elevou a dependência das condições de chuva nos meses de abril e maio, período crítico para o enchimento de grãos, segundo análise do Itaú BBA.
As perspectivas indicam maior irregularidade das precipitações ao longo do outono, com tendência de redução gradual, sobretudo a partir de maio. Esse cenário amplia o risco de estresse hídrico, especialmente em áreas semeadas mais tardiamente. Em regiões como Goiás, Matopiba e parte do Mato Grosso do Sul, a combinação de plantio atrasado e encurtamento da janela de chuvas pode limitar o potencial produtivo. No Mato Grosso, onde o plantio foi mais adiantado, a exposição ao risco climático é menor, embora ainda dependa da distribuição das chuvas.
O acompanhamento da semeadura da segunda safra ficou abaixo da média histórica em parte de fevereiro, refletindo o atraso na colheita da soja em diversas regiões do Centro-Oeste. Em Goiás, cerca de 70% da área deve ser plantada fora da janela considerada ideal, aumentando o risco climático. No Mato Grosso, esse percentual é estimado em cerca de 18%.
No mercado internacional, os preços do milho apresentaram leve recuo ao longo de fevereiro, ainda sustentados pelo ritmo de exportações dos Estados Unidos. No período, as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram 0,4%, para US$ 4,29 por bushel. O mercado também passou a incorporar os riscos associados à oferta da América do Sul, especialmente diante do atraso no plantio da safrinha no Brasil.
No início de março, os preços voltaram a apresentar alta, acompanhando a valorização do petróleo e da soja, que contribuíram para sustentar a reação das cotações.
No mercado brasileiro, os preços do milho recuaram em fevereiro, pressionados pela maior disponibilidade da safra de verão, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Em Sorriso (MT), a média mensal foi de R$ 46,60 por saca, queda de 9% em relação a janeiro. Na parcial de março, as cotações mostram recuperação. Em Campinas (SP), a alta é de 3,5%, com preços ao redor de R$ 70 por saca, refletindo o movimento externo e as incertezas relacionadas à segunda safra.
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