Petróleo e trigo puxam alta do milho nesta 6ªfeira e Chicago acumula ganho semanal de mais de 1%
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A sexta-feira (13) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT), mesmo tendo aberto o pregão de hoje no negativo.
Segundo Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o mercado internacional segue com alta volatilidade diante das incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio. Ao longo da semana as cotações oscilaram entre ganhos e perdas.
Um dos principais fatores de alta, na visão do analista, é o petróleo. A commodity é a que apresenta maior reflexo diante do conflito, segue com fortes valorizações, e acaba puxando junto o milho, devido a utilização do cereal nos biocombustíveis.
A análise da Agrinvest acrescenta ainda o papel de suporte exercido pelo trigo neste pregão de sexta-feira. “O trigo europeu subiu pela terceira sessão e se aproximou da máxima em sete meses na Euronext. O movimento reflete cobertura de posições vendidas diante do agravamento do conflito no Oriente Médio e puxou o milho na carona”.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,52 com elevação de 4,25 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,67 com valorização de 4,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,78 com ganho de 4,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,79 com ganho de 2,25 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (12), de 0,95% para o março/26, de 1,03% para o maio/26, de 0,90% para o julho/26 e de 0,47% para o setembro/26.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram ganhos de 1,23% para o março/26, de 1,47% para o maio/26, de 1,54% para o julho/26 e de 1,54% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (6).
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Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também encerraram o pregão desta sexta-feira com a maior parte das posições registrando avanços.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o contrato maio/26 completou sua sétima semana de alta na B3, refletindo o cenário externo, que vem dando suporte aos grãos, e o acompanhamento do mercado dos desdobramentos do plantio do milho safrinha 2026 no Brasil.
“A semeadura segue atrasada em diversos estados, com muitos já fora da janela ideal de plantio, o que pode refletir em redução de área para migração à outras culturas, ou redução de produtividade, diante do aumento dos riscos agroclimáticos”, explica a consultoria.
Para Rafael, o mercado deverá seguir de perto esse avanço de plantio e o desenvolvimento das lavouras para movimentar os preços daqui em diante. Outro ponto de atenção fica para as exportações do Brasil, que podem sentir reflexo dos problemas no Irã, principal importador do cereal brasileiro em 2025.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 71,84 com queda de 0,04%, o maio/26 valeu R$ 75,29 com elevação de 0,12%, o julho/26 foi negociado por R$ 71,47 com perda de 0,01% e o setembro/26 teve valor de R$ 71,94 com alta de 0,39%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorizações de 0,61% para o maio/26, de 0,73% para o julho/26 e de 1,37% para o setembro/26, além de baixa de 0,64% para o março/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (6).
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No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também subiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Cândido Mota/SP e Porto de Santos/SP, e verificou perdas somente em Jataí/GO e Rio Verde/GO.
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