Rodada de compras técnicas nesta 4ªfeira interrompe sequência de baixas para o milho em Chicago
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A quarta-feira (14) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro se sustentando no campo levemente positivo da Bolsa de Chicago (CBOT) após as fortes desvalorizações registradas nos dois últimos pregões.
Depois de dois dias consecutivos de grandes perdas pressionadas pelo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado aproveitou o momento de preços mais baixos e efetuou uma rodada de compras técnicas.
Além disso, a forte demanda internacional pelo milho norte-americano ainda aparece no radar trazendo algum suporte. Na manhã desta quarta-feira, o USDA informou que a Coreia do Sul comprou 136 mil toneladas de milho para o ano comercial 2025/26.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,22 com valorização de 2,25 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,29 com alta de 2 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,36 com elevação de 1,50 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,34 com ganho de 1,25 ponto.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira (13), de 0,54% para o março/26, de 0,47% para o maio/26, de 0,35% para o julho/26 e de 0,29% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), a maior parte dos preços futuros do milho finalizaram as atividades desta quarta-feira com novas movimentações negativas sendo contabilizadas.
De acordo com a análise de Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, as cotações da B3 tentaram se manter na estabilidade após as quedas de ontem.
“É normal muita gente querer vender o milho neste momento para abrir espaço em armazém para receber soja, mas o milho dá sinais de que já caiu o que tinha pra cair e agora tem pouco espaço para baixas”, explica Brandalizze.
O analista destaca que a B3 deve se acomodar agora na faixa dos R$ 70,00, mesmo que os compradores ainda queiram comprar em valores um pouco mais baixos. “Não há espaço nem para um lado nem para o outro. Também não dá pra esperar altas muito grandes porque a colheita do milho vai ganhar ritmo e com isso não há necessidade de agressividade no mercado”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 68,70 com alta de 0,22%, o março/26 valeu R$ 71,77 com queda de 0,03%, o maio/26 foi negociado por R$ 7083 com perda de 0,23% e o julho/26 teve valor de R$ 69,42 com baixa de 0,33%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também teve movimentações distintas neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização em Sorriso/MT e Cândido Mota/SP, enquanto percebeu valorizações em Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Porto de Santos/SP.
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