Apetite consumidor enfraquecido mantém milho recuando na B3 nesta segunda-feira
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A segunda-feira (15) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações levemente negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com informações do site internacional Successful Farming, as fraquezas de soja e trigo neste início da semana foi o principal fator de baixa para o milho nesta segunda-feira.
“O foco do mercado permanece amplamente voltado para a demanda chinesa por soja americana e para a situação da safra brasileira, com alguma atenção voltada para as negociações em andamento para um possível fim da guerra entre Rússia e Ucrânia”, afirmou o Relatório Commstock nesta manhã.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) contabilizou embarques de exportação de milho em 1,589 milhão de toneladas durante a semana que terminou em 11 de dezembro. Isso representa uma queda de 9,07% em relação ao total revisado da semana anterior.
Apesar disso, ainda há um aumento de 37,25% em comparação com a mesma semana de 2024. As exportações para o ano comercial de 2025/26 totalizam agora 22,501 milhões de toneladas desde 1º de setembro, um aumento de 68,74% em relação ao mesmo período do ano passado.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,39 com queda de 1 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,47 com perda de 1,25 ponto e o julho/26 foi negociado por US$ 4,53 com baixa de 1,25 ponto.
Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12), de 0,23% para o março/26, de 0,28% para o maio/26 e de 0,27% para o julho/26.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) também finalizaram as atividades desta segunda-feira contabilizando movimentações negativas.
Segundo a análise da Agrinvest, esse foi mais um dia de desvalorização para o milho da B3, que acumula queda de mais de 6% desde as máximas de 2 de dezembro, quando chegou próximo dos R$ 75,98 por saca.
“É um movimento de ajuste entre bolsa e mercado físico. Mesmo com o dólar mais forte ao longo do mês, o apetite comprador diminuiu e o farmer selling perdeu ritmo, com vendas bem abaixo das semanas anteriores”, pontuam os analistas da consultoria.
“No físico, o produtor priorizou a comercialização da soja, deixando o milho em segundo plano. Com oferta mais contida, os preços seguem sustentados no médio prazo, especialmente diante das incertezas sobre área e produtividade da safrinha 2026”, acrescenta a Agrinvest.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 71,50 com desvalorização de 0,69%, o março/26 valeu R$ 74,80 com perda de 0,27%, o maio/26 foi negociado por R$ 74,13 com baixa de 0,18% e o julho/26 teve valor de R$ 70,52 com queda de 0,24%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente na praça de Sorriso/MT.
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