Olhando o USDA e seguindo o trigo, milho de Chicago fecha a 3ªfeira com valorizações de até 1,4%
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A terça-feira (16) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
O primeiro fator de suporte para as cotações foi a redução na qualidade das lavouras de milho dos Estados Unidos divulgada pelo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da segunda-feira.
O Departamento classificou 67% das áreas como boas ou excelentes até o início da semana, contra os 68% apontados até a semana passada e os 71% contabilizados no mês anterior.
A análise da Agrinvest acrescenta ainda o papel das valorizações registradas pelo trigo em fortalecer também o milho neste pregão. “O mercado reage a decisão da Rússia de quase triplicar sua taxa de exportação de trigo a partir de 17 de setembro, o que acaba sendo positivo para o trigo dos EUA”.
O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,29 com valorização de 6,25 pontos, o março/26 valeu US$ 4,47 com alta de 6 pontos, o maio/26 foi negociado por US$ 4,56 com elevação de 5,50 pontos e o julho/26 teve valor de US$ 4,62 com ganho de 5,25 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (15), de 1,48% para o dezembro/25, de 1,36% para o março/26, de 1,22% para o maio/26 e de 1,15% para o julho/26.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho fecharam a terça-feira com flutuações no campo misto.
A análise da SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho segue com postura cautelosa por parte dos produtores e consumidores, mantendo as negociações travadas.
“Os preços estão pouco alterados e as negociações travadas. Com o dólar caindo as negociações também praticamente pararam”, afirma a consultoria.
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Os analistas da Agrinvest também avaliam que no físico, os produtores capitalizados seguram as vendas enquanto compradores esperam valores mais baixos.
“O real valorizado retira competitividade do milho na exportação, aumentando a pressão interna. Limitações de armazenagem e compromissos financeiros estão começando a pesar sobre os preços internos, com algumas remarcações vistas no dia anterior”, apontam os analistas da consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações terça-feira
O vencimento novembro/25 foi cotado a R$ 67,47 com alta de 0,16%, o janeiro/26 valeu R$ 70,41 com queda de 0,06%, o março/26 foi negociado por R$ 73,69 com ganho de 1,08% e o maio/26 teve valor de R$ 72,26 com elevação de 0,99%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas alterações neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações somente em Sorriso/MT e Porto de Santos/SP.
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