Milho segue o dólar e fecha quarta-feira caindo até 1,3% em Chicago
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A quarta-feira (3) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest destacou o papel negativo da queda do dólar ante outras moedas nesta quarta-feira para pressionar as cotações das comodities na CBOT.
Um dólar desvalorizado acaba prejudicando a competitividade dos produtores norte-americanos no mercado internacional, o que reflete em desvalorizações nas cotações futuras de Chicago.
O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca ainda um movimento de correção nas posições e o impacto baixista das boas condições que segue presentes nas lavouras dos Estados Unidos.
“Chicago está liquidando tecnicamente e também é reflexo da safra norte-americana de milho. 90% do milho dos EUA está formando espiga, 58% enchendo grão e 15% em maturação. Já tem milho indo para ponto de colheita nos próximos dias e as lavouras estão bem, 68% de boas ou excelentes, então a safra está dentro do normal. Isso trouxe um dia de liquidação, o mercado está seguindo o ritmo das demais comodities agrícolas porque ontem o milho acabou trabalhando positivo”, explica Brandalizze.
O vencimento setembro/25 foi cotado a US$ 3,97 com desvalorização de 5,25 pontos, o dezembro/25 valeu US$ 4,18 com perda de 5 pontos, o março/26 tinha valor de US$ 4,36 com baixa de 4,75 pontos e o maio/26 tinha valor de US$ 4,46 com queda de 4,75 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira (2), de 1,30% para o setembro/25, de 1,18% para o dezembro/25, de 1,08% para o março/25 e de 1,05% para o maio/26.
Mercado Brasileiro
Já a Bolsa Brasileira (B3), teve mais um dia de movimentações lateralizadas para os preços futuros do milho, que finalizaram o pregão desta quarta-feira com resultados em campo misto.
Vlamir Brandalizze aponta que os preços seguem de lado há alguns dias enquanto a colheita da segunda safra chega a 98% e ainda restam 44% da produção por comercializar, cerca de 50 milhões de toneladas, cenário que deixa o comprador mais confortável nas negociações.
“Ontem o mercado até pagou R$ 1,00 a mais, mas hoje o mercado de porto está pagando R$ 65,00. Esse momento de liquidação no porto também traz movimento de correção para a B3. A B3 vai andando de lado com olho em Chicago, no dólar e no porto. Hoje a B3 teve praticamente todos os vencimentos negativos tirando o suporte”, diz o analista.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento setembro/25 foi cotado a R$ 65,25 com alta de 0,40%, o novembro/25 valeu R$ 68,99 com queda de 0,19%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 71,87 com perda de 0,07% e o março/26 teve valor de R$ 73,60 com baixa de 0,24%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve algumas elevações neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Jataí/GO e Rio Verde/GO.
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