Milho tem leves altas em Chicago com força da demanda pelo grão norte-americano
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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago voltam a subir levemente nesta quinta-feira (28), reajustando-se depois das perdas da sessão anterior. O cereal segue ainda muito focado em seus fundamentos, em especial a safra recorde que vai concluindo seu desenvolvimento nos Estados Unidos.
Os ganhos variaram de 3 a 4,25 pontos nos principais vencimentos, levando o dezembro a US$ 4,10 e o março/26 a US$ 4,27 por bushel.
A produção dos Estados Unidos deverá superar 400 milhões de toneladas e, apesar de um programa de exportações forte do país, a oferta ainda limita o avanço dos futuros. Além disso, as projeções de uma safra global recorde também estão no radar dos traders da CBOT, o que levou as cotações do grão a se aproximarem das mínimas em cinco anos.
A demanda forte pelo milho americano também foi um fator de um suporte, com as vendas semanais para exportações ainda fortes pelos EUA por mais uma semana. os números trazidos nesta quinta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram fortes, acima de 2 milhões de toneladas, dentro do intervalo das expectativas do mercado, próximo das máximas do esperado.
O milho dos EUA continua a ser mais competitivo em relação ao grão sul-americano, justificando a demanda intensa pelo cereal. Na temporada 2025/26, o país já comprometeu 18,77 milhões de toneladas de milho com a exportação, o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
B3
Na B3, as cotações cederam pressionadas pela baixa do dólar frente ao real. As perdas foram de 0,6% a 1,2%, levando o setembro a R$ 65,09 e o janeiro a R$ 71,33 por saca.
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