Altas de Chicago e dólar ajudam e B3 fecha a 2ªfeira com ganhos para o milho
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A segunda-feira (14) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3).
Em um dia de elevações em Chicago e de dólar subindo ante ao real no câmbio, os futuros da B3 encontraram suporte diante do avanço da colheita da segunda safra brasileira e da fraca competitividade do milho nas exportações.
“A concentração da oferta no mercado interno em meio a uma safrinha recorde tem causado pressão sobre os preços, embora o ritmo do farmer selling esteja à frente da temporada anterior”, apontam os analistas da Agrinvest.
As exportações brasileiras de milho em julho seguem com ritmo abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou apenas 338.425,8 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) nos 9 primeiros dias úteis do mês, o que corresponde a apenas 9,5% do volume exportado em julho de 2024, que foi de 3.553.865,8 toneladas.
A média diária de embarques ficou em 37.602,9 toneladas, uma retração de 75,7% frente às 154.515,9 toneladas por dia útil registradas no ano passado.
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Apesar desse início fraco nos volumes efetivamente embarcados, o mercado já observa sinais de recuperação na demanda internacional. Segundo o analista de mercado da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, o lineup — que representa os volumes programados para embarque — já supera 4 milhões de toneladas para julho, com cerca de 1 milhão de toneladas previstas para agosto.
“As exportações estão começando a dar um ar a mais de demanda, coisa que a gente tinha dúvida até pouco tempo”, afirma Fernandes. Para ele, a alta recente do dólar, que voltou à casa dos R$ 5,50, também ajuda a sustentar a paridade de exportação e pode colaborar para a reversão da tendência de queda nos preços internos ao longo das próximas semanas.
Ainda nesta segunda-feira o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os preços do milho seguem em queda no mercado doméstico.
“O avanço da colheita da segunda safra, que deve ter produção recorde, e a retração compradora são os fatores que pressionam os valores. Além disso, a demanda externa também enfraquecida reforça o movimento de queda no preço interno do cereal”, desta o Centro de Pesquisas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento julho/25 foi cotado a R$ 63,01 com alta de 0,02%, o setembro/25 valeu R$ 64,09 com valorização de 0,30%, o novembro/25 foi negociado por R$ 67,29 com ganho de 0,19% e o janeiro/26 teve valor de R$ 71,42 com elevação de 0,08%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou mais perdas do que ganhos neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Sorriso/MT, Jataí/GO e Rio Verde/GO, mas percebeu desvalorizações em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS, Luís Eduardo Magalhães/BA, Machado/MG e Campinas/SP.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro, finalizaram as atividades desta segunda-feira contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com a análise da Agrinvest, o suporte para as cotações do cereal veio do bom desempenho das exportações norte-americanas.
“O USDA disse nessa manhã que foram inspecionadas 1,49 milhão de toneladas de milho para exportação na semana passada. Além disso, na última quinta-feira, o ritmo de vendas semanais veio forte e superou as expectativas do mercado”, destacam os analistas.
Por outro lado, a consultoria aponta que “a expectativa de uma produção recorde de milho nos Estados Unidos deve manter os ganhos limitados para o cereal”.
O vencimento julho/25 foi cotado a US$ 4,12 com valorização de 9,75 pontos, o setembro/25 valeu US$ 4,00 com alta de 4 pontos, o dezembro/25 foi negociado por US$ 4,18 com elevação de 5,75 pontos e o março/26 teve valor de US$ 4,34 com ganho de 5,75 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (11), de 2,42% para o julho/25, de 1,01% para o setembro/25, de 1,39% para o dezembro/25 e de 1,34% para o março/26.
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