Milho dá sequência às altas em Chicago e encerra o dia com mais de 1% de alta; B3 acompanha
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Os futuros do milho negociados tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago subiram bem nesta terça-feira (1). Os mercados tiveram um dia bastante intenso, marcado por forte volatilidade, diante de uma combinação de fatores.
"Chicago manteve a trajetória de alta iniciada ontem, sustentada pela redução dos estoques do cereal. Esse movimento também impactou as negociações no Brasil, impulsionando os contratos da segunda safra.
Na B3, os preços ainda refletem uma preocupação com as condições de clima para a safrinha, uma vez que a oferta atual de milho ainda segue muito ajustada, ao passo em que a demanda permanece ainda muito presente. Assim, os futuros do cereal registraram altas superiores a 1% entre as posições mais negociadas, com o maio terminando o dia cotado a R$ 78,60 e o setembro a R$ 72,75 por saca.
Além disso, as altas em Chicago também estimularam a B3, ajudando, inclusive, a equilibrar a pressão de uma nova baixa do dólar frente ao real. A moeda americana fechou a sessão desta terça-feira com baixa de 0,4% e valendo R$ 5,68.
A baixa do dólar pesou sobre os preços do milho em algumas praças do interior do país, como Marechal Cândido Rondon/PR, com perda de 2,99% ara R$ 65,00 ou Tanagará da Serra/MT, com perda de 2,50% para R$ 78,00 no disponível. Ainda assim, o mercado sustenta patamares elevados frente a um quadro desequilibrado de oferta e demanda.
BOLSA DE CHICAGO
Em Chicago, as altas acompanharam o avanço forte do complexo soja, de olho no mercado de biocombustíveis e autoridades estarão reunidas nesta semana para tratar do assunto. O etanol pode receber algum impacto e vai também já começando a precificar os cenários.
Os ganhos entre as posições mais negociadas foram de 1% a 1,7%, levando o maio a US$ 4,61 e o setembro a US$ 4,68 por bushel.
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