Avanço da colheita de verão pressiona preços e milho fecha 4ªfeira recuando na B3
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As cotações do milho na Bolsa Brasileira (B3) tiveram recuos nesta quarta-feira (19), em um movimento que o Analista de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, considera normal para este período do ano.
Brandalizze destaca que a colheita da safra de verão está ganhando ritmo no Sul do país e em Minas Gerais. Sendo assim, nas próximas três semanas devem entrar no mercado cerca de 12 milhões de toneladas desse milho primeira safra para abastecer os consumidores internos.
O analista considera este como um período normal de acomodação das cotações e até de leves quedas nos preços, após as últimas altas que chegaram a bater os R$ 81,00 na B3 nos últimos dias.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,80 com alta de 0,06%, o maio/25 valeu R$ 76,90 com queda de 0,03%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,40 com perda de 0,71% e o setembro/25 foi cotado à R$ 71,85 com baixa de 0,76%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou ganhos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações em Sorriso/MT, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Luís Eduardo Magalhães/BA e Cândido Mota/SP.
Mercado Externo
Já na Bolsa de Chicago (CBOT), os vencimentos do milho trabalharam durante boa parte do dia em alta, refletindo um cenário classificado como muito positivo por Brandalizze.
Os números de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última terça-feira foram acima do esperado pelo mercado, com 1,611 milhão de toneladas inspecionadas para exportação durante a semana encerrada em 13 de fevereiro, um aumento de 19% em relação à semana anterior e acima das expectativas dos analistas, que variaram de 900 mil e 1,4 milhão de toneladas.
Porém, no final da tarde, as cotações do milho sentiram pressão negativa vinda do trigo, que caiu bastante nesta quarta-feira. Os analistas da Agrinvest destacam um movimento de realização de lucros após altas de 14% em 2025 para o trigo e uma avaliação do mercado de que trigo da Romênia e da Bulgária possa ser concorrência agressiva no mercado.
“Um dólar mais forte hoje também acaba reduzindo o interesse pelo trigo americano, puxando Chicago para baixo. Além disso, os danos causados pelo frio intenso parecem ser menores do que o esperado para as lavouras de inverno nos EUA e na Rússia”, acrescentam os analistas da Agrinvest.
O vencimento março/25 foi cotado à US$ 4,97 com desvalorização de 4,50 pontos, o maio/25 valeu US$ 5,12 com perda de 3,50 pontos, o julho/25 foi negociado por US$ 5,15 com baixa de 3,25 pontos e o setembro/25 teve valor de US$ 4,79 com queda de 1,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira (18), de 0,90% para o março/25, de 0,68% para o maio/25, de 0,63% para o julho/25 e de 0,31% para o setembro/25.
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