Em 6ª feira de realização de lucros, mercado do milho na B3 opera em queda
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A sexta-feira (15) é de correção e ajuste para os futuros do milho negociados na B3, após as boas e fortes altas registras ao longo dos últimos dias. Ainda assim, as preocupações com a safrinha continuam diante, principalmente, da onda de calor que castiga o Centro-Sul do Brasil e que deve se estender até o final do verão.
De acordo com informações da Brandalizze Consulting, já há relatos de perdas de produtividade alcançando os 20% na segunda safra de milho do Paraná, em determinadas regiões, com a possibilidade do índice alcançar até 50% caso as chuvas são cheguem. Afinal, partes importantes do estado - que é o segundo maior produtor nacional de safrinha - já sofrem com duas a quatro semanas de seca e calor intenso.
Assim, perto de 11h50 (horário de Brasília), os futuros do cereal perdiam de 1,1% a 1,7%, com o vencimento maio sendo cotado a R$ 62,36 e o setembro a R$ 62,65 por saca.
Enquanto o mercado continua reagindo à finalização da colheita da safra de verão, ao plantio da segunda safra e às adversidades do clima, os negócios estão mais contidos, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
"O mercado do milho está com as negociações em cima da safra de verão, que está colhendo, e as indústrias atuando nos lotes livres, desta forma, trazendo calmaria nas
cotações. Olho também nos portos, que seguem com interesse e alguns fechamentos de barter", explica Brandalizze. "No geral, o mercado do milho vai fechando uma semana de calmaria".
BOLSA DE CHICAGO
Já na Bolsa de Chicago, a sexta-feira é positivo para as cotações do milho. Perto de 11h55 (horário de Brasília), os futuros do cereal subiam de 4,50 a 5,50 pontos, com o maio valendo US$ 4,39 e o setembro, US$ 4,60 por bushel.
Ao contrário do que acontece na B3, em Chicago, os preços se ajustam em um movimento de recuperação técnica depois das últimas baixas. Porém, como afirmam os analistas de mercado do portal norte-americano Farm Futures, há ainda um peso de estoques grandes de milho nos Estados Unidos, bem como das sinalizações de que a safra 2024/25 global será grande, de acordo com os últimos números do Conselho Internacional de Grãos.
Além disso, o mercado se apoia também em boas novas da demanda. Hoje, pelo segundo dia consecutivo, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anuciou vendas de milho dos EUA para destinos não revelados. Ontem foi para o México.
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