Milho sente a queda do dólar e também recua na B3 nesta 5ªfeira
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A quinta-feira (02) chega ao final com os preços futuros do milho operando no campo negativo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 86,60 e R$ 89,37.
O vencimento março/23 foi cotado à R$ 89,18 com desvalorização de 0,57%, o maio/23 valeu R$ 89,37 com perda de 0,57%, o julho/23 foi negociado por R$ 86,80 com baixa de 0,23% e o setembro/23 teve valor de R$ 86,60 com queda de 0,31%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 recebeu a pancada do dólar, que estando em queda, automaticamente influencia o mercado de exportação, que é balizador das cotações na Bolsa.
“O mercado interno é balizado pela exportação e com o dólar em queda, a B3 está perdendo também”, pontua.
Mesmo assim, Brandalizze destaca que, as cotações entre R$ 86,00 e R$ 89,00 seguem sendo boas cotações para o milho.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve uma quinta-feira negativa. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização apenas na praça de Brasília/DF. Já as desvalorização apareceram em Nã-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Palma Sola/SC e São Gabriel do Oeste/MS.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “com a demanda externa reaquecendo o milho volta a ser negociado na média dos R$ 86,0/sc no mercado físico de Campinas/SP”.
Na visão da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve mais um dia de lentidão nesta quinta-feira. “No âmbito doméstico, os preços devem recuar, diante da baixa do dólar frente ao real. Deste modo, os agentes devem seguir cautelosos e negociando apenas de maneira pontual”.
O analista Fernando Henrique Iglesias relata que “os consumidores seguem atuando de maneira comedida. Esse padrão é dominante em grande parte do país, as negociações de milho ocorrem de maneira bastante pontual. Mesmo assim o cenário de abastecimento delimitado para o primeiro semestre é bastante desafiador, avaliando o forte fluxo de exportação no recém terminado ano comercial, que consequentemente reduziu os estoques de passagem”.
Mercado Externo
As movimentações negativas estiveram presentes também para os preços internacionais do milho futuro, que recuaram nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT).
O vencimento março/23 foi cotado à US$ 6,75 com desvalorização de 5,75 pontos, o maio/23 valeu US$ 6,73 com baixa de 5,75 pontos, o julho/23 foi negociado por US$ 6,63 com perda de 5,00 pontos e o setembro/23 teve valor de US$ 6,09 com queda de 1,75 pontos.
Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (01), de 0,88% para o março/23, de 0,88% para o maio/23, de 0,75% para o julho/23 e de 0,16% para o setembro/23.
Segundo informações de Vlamir Brandalizze, o mercado do milho em Chicago se movimentou dos dois lados da tabela nesta quinta-feira já que não consegue avançar muito acima dos US$ 6,80 ou US$ 6,90 por bushell.
“Quando chega em US$ 6,85 ele começa a liquidar para buscar lucros e é isso que ele fez no pregão de hoje novamente. São movimentos técnicos do milho e com leve apelo negativo do petróleo que também estava em baixa e atrapalhava um pouco o milho”, pontua.
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