Milho sobe em Chicago nesta 5ª feira e também permanece atento ao clima na América do Sul
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A timidez das oscilações continua no mercado do milho nesta quarta-feira (21), tanto na Bolsa de Chicago, quanto na B3. No mercado futuro brasileiro, os principais contratos cediam de 0,05% a 0,3% entre os mais negociados, com o janeiro sendo cotado a R$ 87,72 e o março a R$ 91,84 por saca. A exceção era o julho, com alta de 0,06% a R$ 88,55.
O foco no Brasil se mantém sobre a safra de verão, que vem sofrendo severamente, principalmente, no Rio Grande do Sul. As perdas de produtividade já vêm sendo registradas, o tempo para a recuperação destas lavouras é apertado ou quase não existe e preocupam os produtores. Outros pontos importantes de produção do cereal nesta primeira safra, como Minas Gerais, também trazem sinais de alerta.
De outro lado, a demanda forte pelo grão brasileiro ajuda também no suporte às cotações, com 2022 se encerrando com números fortes do programa brasileiro de exportação, superando 40 milhões de toneladas e recuperando boa parte do cenário após o desastre com safra e safrinha do ano passado.
MERCADO FUTURO AMERICANO
Na Bolsa de Chicago, perto de 12h (horário de Brasília), os futuros do cereal subiam de 2,75 a 5,50 pontos, com o contrato março valendo US$ 6,57 e o julho com US$ 6,51 por bushel.
Segundo analistas e consultores internacionais, assim como para a soja, o clima preocupante na América do Sul, sobretudo na Argentina, serve como vetor para o ganhos no mercado futuro norte-americano também.
A demanda pelo milho dos Estados Unidos também estão no radar, principalmente por conta do desempenho ainda limitado do programa de exportações norte-americano, com um volume bem aquém do mesmo período do ano passado, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Amanhã, a instituição atualiza seus dados sobre vendas semanais para exportação.
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