Emater/RS aponta perda de potencial produtivo do milho gaúcho
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Até esta quinta-feira (08), os produtores do Rio Grande do Sul já haviam semeado 88% dos 831.786 hectares estimados para a safra de milho verão 2022/23. Este patamar é inferior aos 90% registrados no mesmo período da temporada passada e aos 91% da média das últimas cinco safras.
“A cultura apresenta implantação lenta em decorrência do período seco, da priorização da atividade na soja ou ainda por escalonamento de plantio, visando diminuir os riscos climáticos”, relata a Emater/RS em seu mais recente Informativo Conjuntural.
Neste momento, 48% das lavouras semeadas estão em fases de germinação ou descanso vegetativo, 24% estão na fase de floração, 26% no enchimento de grãos e 2% já avançaram para a fase de maturação.
O relatório aponta que “há alta demanda por água, e o tempo seco compromete o potencial produtivo”.
Detalhando as regiões, na metade Oeste do estado, ocorreram precipitações entre 30/11 e 04/12 que amenizaram a situação, mas foram insuficientes para viabilizar a recuperação do potencial produtivo perdido.
“Nessas regiões, já é possível contabilizar perdas em lavouras em fase de enchimento de grãos. Onde o tamanho das espigas é reduzido, o número de grãos por espiga é muito inferior ao esperado, e há muitas falhas na fecundação”.
A expectativa da Emater ainda é atingir produtividade média de 7.337 quilos por hectare, o equivalente a 122,28 sacas por hectare.
Na visão da Aprosoja RS, a projeção inicial de produção de 6,1 milhões de toneladas de milho já está afetada e deverá ser entre 15 e 20% menor, justamente devido à falta de chuvas nesta fase de espigamento.
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